Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo em alta. Euro em queda com investidores à espera da Fed

(Bloomberg)

As bolsas europeias estão a recuperar de três sessões de quedas, numa altura em que os investidores continuam atentos aos resultados trimestrais das empresas e à espera do fim da reunião da Fed.

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,24% para 5.079,71 pontos

Stoxx 600 sobe 0,47% para 348,32 pontos

Nikkei desvalorizou 0,49% para 17.353,28 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,2 pontos base para 3,305%

Euro recua 0,05% para 1,1262 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,31% para 44,62 dólares o barril

Bolsas europeias recuperam de três sessões de perdas
Os principais índices europeus negoceiam em alta esta terça-feira, 26 de Abril, depois de três sessões consecutivas de perdas. O índice de referência para o Velho Continente, o Stoxx600, sobe 0,47% para 348,32 pontos.

Na bolsa nacional, o PSI-20 ganha 0,24% para 5.079,71 pontos, impulsionado sobretudo pela Jerónimo Martins, que avança 0,49% para 14,32 euros. A Nos, que apresenta resultados após o fecho do mercado, valoriza 0,15% para 6,182 euros.

Juros da dívida pouco alterados
Os juros da dívida pública portuguesa estão pouco alterados, acompanhando a tendência da generalidade dos países europeus. A ‘yield’ associada às obrigações a dez anos sobe 0,2 pontos base para 3,305%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, os juros aumentam 0,4 pontos para 1,642%.

Euro em queda ligeira face ao dólar
A moeda única europeia cai 0,05% para 1,1262 dólares, depois de ter avançado quase 0,5% na primeira sessão da semana. Esta evolução acontece um dia antes de a Reserva Federal dos Estados Unidos concluir mais uma reunião de política monetária, um encontro no qual o banco central deverá discutir uma revisão em alta da taxa de juro de referência, actualmente entre 0,25% e 0,50%. Isto depois de vários responsáveis da instituição terem defendido publicamente que esta deveria acontecer no encontro de Abril. Um dia depois, será a vez de o Banco do Japão voltar a rever a sua política monetária.

A moeda japonesa subiu face ao dólar pela segunda sessão consecutiva, depois da descida das acções ter aumentado o apetite por activos considerados mais seguros. O iene ganhou 0,28% para 0,009018 dólares.

Petróleo em alta antes das reservas

O petróleo está a negociar em alta ligeira nos mercados internacionais antes de serem divulgados os dados sobre as reservas de crude dos Estados Unidos, na quarta-feira. Segundo estimativas recolhidas pela Bloomberg, a Administração de Informação de Energia deverá revelar que as reservas aumentaram em 1,5 milhões de barris na semana passada.

O West Texas Intemediate (WTI), negociado em Nova Iorque, ganha 0,23% para 42,74 dólares por barril, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, valoriza 0,31% para 44,62 dólares.

Cobre cai pela segunda sessão

O cobre desvalorizou pela segunda sessão consecutiva, depois de ter atingido máximos de um mês na semana passada. O metal desceu 1,2% para 4.938 dólares por tonelada métrica em Xangai, depois da queda de 0,7% registada na segunda-feira. A pressionar os preços está o aumento dos inventários, sinalizando que a oferta estará a ultrapassar a procura.

Destaques do dia

Fusão de acções do BCP está nas mãos do Governo. Depois de afectado pelo diploma da desblindagem, o BCP espera uma revisão do Código de Valores Mobiliários que se coadune aos seus interesses e que dê certezas jurídicas na fusão de acções.

Quando os juros sobem, quem paga? BPI e EDP. O carrossel dos juros tem impacto na bolsa. Mas em que cotadas? O Negócios fez as contas e concluiu que BPI e EDP são as mais afectadas, sendo que os analistas justificam com o negócio e o endividamento. Já a dependência da Sonae a Portugal fá-la ocupar o último lugar do pódio.

DBRS alivia pressão na semana em que avalia “rating” de Portugal. A única agência que classifica Portugal acima de “lixo” tem a opção de mexer no “rating” na sexta-feira. Mas já veio dizer que o compromisso do Governo com as metas orçamentais e a relação com a Europa são positivos.

Volatilidade nos juros da dívida nacional veio para ficar. Depois de terem negociado em mínimos no ano passado, os juros portugueses têm sido afectados pela turbulência nos mercados. E a expectativa dos analistas é que a volatilidade se mantenha.

DBRS, resultados e Fed agitam semana dos investidores. O “rating” de Portugal será revisto pela DBRS esta semana. Isto numa altura marcada também pelo “pontapé de saída” na época de resultados em Lisboa, dado pela Nos. Os investidores vão ainda estar atentos à reunião da Fed.

O que vai acontecer hoje

Resultados EUA. Apple, Twitter e Ebay apresentam resultados do primeiro trimestre de 2016.

Resultados Portugal. Nos divulga resultados relativos ao primeiro trimestre.

INE. Inquérito à avaliação bancária na habitação, relativo a Março.

EUA. Encomendas de bens duradouros, relativas a Março; Índice S&P/Case-Shiller de preços na habitação, relativo a Fevereiro; Índice de confiança nos consumidores, relativo a Abril. (Jornal de Negocios)

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