Suspeito ligado a Lava Jato estava “escondido” em apartamento de luxo em Lisboa

(TIAGO HENRIQUE MARQUES/Lusa)

Raul Schmidt, sócio do ex-diretor da Petrobrás, foi localizado pela Polícia Judiciária num apartamento de luxo no centro de Lisboa. “Estava verdadeiramente escondido”, disse fonte da PJ ao Observador.

A Polícia Judiciária deteve esta segunda-feira em Lisboa Raul Schmidt Felippe, sócio de um antigo diretor da Petrobras, no âmbito da operação Lava Jato. Schmidt estava em fuga do Brasil desde julho e estava “verdadeiramente escondido” num apartamento de luxo no centro de Lisboa, apurou o Observador junto de fonte policial.

A detenção, avança a Globo citando um comunicado do Ministério Público Federal, foi feita no cumprimento de uma carta rogatória emitida pelas autoridades brasileiras. “Uma investigação complexa e difícil”, segundo fonte da PJ ao Observador, que culminou na detenção do suspeito num apartamento avaliado em cerca de 3 milhões de euros. A operação contou com a participação de um procurador do Ministério Público brasileiro, uma procuradora portuguesa e um juiz português – assim como elementos da Polícia Judiciária portuguesa e da Polícia Federal brasileira.

Trata-se da primeira operação internacional realizada no âmbito do caso Lava Jato. De acordo com comunicado emitido pela Procuradoria da República no Estado do Paraná, Schmidt é investigado pelo pagamento de luvas aos ex-diretores da Petrobras Renato de Souza Duque, Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada.

Raul Schmidt terá ainda facilitado a obtenção de contratos de exploração de plataformas daquela petrolífera a empresas internacionais. Brasileiro mas com dupla nacionalidade portuguesa, Schmidt vivia em Londres onde mantinha uma galeria de arte, tendo-se mudado para Portugal pouco depois do início da operação. (OBSERVADOR)

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