Síria: A batalha de Palmira

(EURONEWS)

O exército sírio diz que continua a ganhar terreno aos militantes jihadistas, com o apoio das forças russas, cujo papel tem sido fundamental durante a reconquista de grande parte do território central do país por parte de Damasco.

As forças do Governo sírio de Bachar al-Assad lançaram no passado dia 7 de março uma ofensiva para forçar a saída dos jihadistas do EI da região de Palmira, força que controla a região desde maio de 2015, incluindo a zona histórica, considerada pela UNESCO como Património da Humanidade.

Este sábado de manhã (26), a pressão fez-se sentir de forma especialmente intensa, depois do exército de al-Assad ter recuperado a localidade de al-Amariya, a norte de Palmira, segundo a televisão Estatal síria, que falava em “violentos combates entre forças governamentais e o Daesh”. Ao mesmo tempo, a agência de notícias oficial SANA falava numa ofensiva lançada pelo exército a sul de Palmira, numa iniciativa que contou com o apoio das milícias próximas de Damasco, de combatentes chiitas do Hezbollah libanês e com unidades de elite do exército de Moscovo.

Segundo uma fonte do exército sírio à AFP, as forças russas “estão fortemente implicadas” na batalha de Palmira. “Combatem no terreno e com os seus aviões, ao mesmo tempo que procuram intercetar as comunicações (dos membros do EI).”

A mesma fonte disse ainda à agência francesa que existe um número “considerável de aviões russos” a prestar apoio à operação com “cerca de 150 ataques” lançados na região. Jornalistas presentes no terreno falam em combates em diferentes bairros da cidade, sobretudo em zonas residenciais, onde se encontram os membros do EI.

Uma vitória do exército sírio sobre o Daesh na região de Palmira poderia preparar o caminho para novas ofensivas em zonas como Raqa, a capital de_facto do auto-proclamado Estado Islâmico, nos territórios internacionalmente reconhecidos como parte integrante da Síria e do Iraque.

Possível aumento da presença norte-americana no Iraque

Entretanto, no Iraque, Washington poderia estar a preparar novas operações de apoio às forças locais com o objetivo de ajudar o exército iraquiano a recuperar o controlo sobre a cidade de Mossul, a segunda mais importante do país e que funciona atualmente como um dos principais centros do auto-proclamado Estado Islâmico (EI) ou Daesh, pela sigla em língua árabe.

O General Joe Dunford, do exército dos Estados Unidos, disse acreditar “num aumento da presença das forças norte-americanas no Iraque”, embora “nenhuma decisão tenha, até ao momento, sido tomada.”

O objetivo é definir quais os meios a utilizar para ajudar na reconquista de Mossul. Pelo menos 200 Marines poderiam vir a ser enviados. O Pentágono diz que, até ao momento, encontram-se em solo iraquiano 3,870 soldados, embora o número não oficial difundido pelos principais media internacionais supere os 5 mil. (EURONEWS)

por António Oliveira e Silva | com AFP

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