SIC detém cidadãos que transportavam droga no Aeroporto de Luanda

Comissário-chefe Eugénio Pedro Alexandre, director do Serviço de Investigação Criminal (SIC) (Foto: Rosário dos Santos)

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) deteve, há dias, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, indivíduos que traziam cerca de seis quilogramas de cocaína, informou hoje o director deste órgão, comissário-chefe Eugénio Pedro Alexandre.

O oficial comissário, que falava à margem do Conselho Consultivo Alargado, revelou que a instituição conseguiu também prender os seus mandantes que, no devido tempo, serão apresentados publicamente.

Disse que a situação da droga continua a ser preocupante, porque enquanto se tiver a fronteira totalmente protegida, “a droga vai sempre entrar por vários canais, quer seja terrestre, quer seja marítimo, quer seja aéreo.

Contudo, disse haver já algumas limitações ao nível aéreo, adiantando que atualmente assiste-se ao movimento de traficantes que saem de São Paulo (Brasil) que passam por Joanesburgo (África do Sul) e vão directo para Kinshasa para entrarem por via terrestre no país.

Disse ser neste sentido que estão a trabalhar com a Administração Geral Tributária (AGT) para afinar os mecanismos de vigilância e de controlo das bagagens das pessoas nos postos fronteiriços.

Em relação aos quadros, sublinhou que estão a encetar contactos com o Instituto Nacional de Estudos Judiciários (INEJ) para formar os chefes de brigada, por se verificar nestes alguma deficiência a nível de instrução processual.

Fez saber que o INEJ promoveu já uma formação de três meses com os directores provinciais e chefes de departamento do SIC.

Notou haver um esforço ingente no sentido de se melhorar a instrução processual, que também passa, necessariamente, pela criação da Escola de Investigação Criminal, visando “uma formatação especializada e direccionada”.

Adiantou que o Laboratório de Criminalística e Medicina Legal têm estado a desempenhar o seu papel, mas considera necessário melhorar a recolha das provas no local do crime.

Contudo, aferiu que os exames quando chegam ao laboratório são tratados do ponto de vista da balística, da genética e da química. E o mesmo se passa com a medicina legal que tem estado a realizar exames de ADN e exames diretos de ofensas corporais e psicomáticos e anexa-los aos processos em tempo útil. (ANGOP)

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