Rio Grande do Sul: Ministério Público acusa Mário Jardel de vários crimes

O agora deputado e ex-jogador do Sporting e do Porto, Mário Jardel é acusado de vários crimes Foto: Lusa/D.R

O Procurador-Geral de Justiça do Rio Grande do Sul, no Brasil, Marcelo Lemos Dornelles, apresentou acusação no Tribunal de Justiça do Estado contra Mário Jardel, ex-futebolista do FC Porto e do Sporting e deputado estadual.

De acordo com os resultados da investigação da Procuradoria-Geral de Justiça do Rio Grande do Sul, Mário Jardel está acusado por associação criminosa, uso de documentos falsos, abuso de poder, peculato, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores.

Segundo os termos da acusação, entre os meses de fevereiro e novembro de 2015, Mário Jardel, o assessor parlamentar Christian Vontobel Miller, o chefe de gabinete Roger Antônio Foresta, o coordenador-geral de Bancada do Partido Social Democrático (PSD), Ricardo Fialho Tafas, e o chefe de gabinete da liderança do PSD, Francisco Demétrio Tafras, integraram uma organização criminosa com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens económicas mediante a prática de crimes contra a administração pública, como peculato, além do uso de documentos falsos e da lavagem de dinheiro.

Ainda de acordo com o Ministério Público (MP), as irregularidades começaram no primeiro dia do mandato de Jardel na Assembleia Legislativa, entre as quais avulta a exigência de uma parcela dos salários dos funcionários e de verbas indemnizatórias aos mesmos.

O valor desviado entre abril e novembro do ano passado é, segundo o MP, estimado em 212 milhões de reais (cerca de 50 milhões de euros) e entre os denunciados estão assessores, um traficante de drogas e funcionários fantasmas.

O antigo futebolista, que foi ídolo do Grémio de Porto Alegre na década de 90, já tinha sido suspenso das funções de deputado estadual do Rio Grande do Sul em novembro de 2015 na sequência das investigações judiciárias que detetaram indícios fortes de corrupção a envolver Jardel e um grupo de dez pessoas que o assessorava.

No pedido de suspensão do exercício da função pública entregue então ao Tribunal de Justiça, o chefe do MP, Marcelo Dornelles, realçou que as investigações “demonstraram o exagerado apego do deputado estadual Mário Jardel Almeida Ribeiro a toda e qualquer possibilidade de lucrar às custas dos servidores comissionados e, de modo indireto, do erário”. (Agência Lusa)

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