Reitor reconhece dificuldades no arranque do ano académico

Filipe Zau - reitor da Universidade Independente de Angola (Foto: António Escrivão)

O reitor da Universidade Independente de Angola (UNIA) Filipe Zau, reconheceu hoje, quarta-feira, em Luanda, existirem dificuldades no arranque do ano académico 2016, na sua instituição de ensino superior, devido a crise económica e financeira que afecta o país.

Filipe Zau avançou essa informação quando discursava na cerimónia de abertura do ano académico na UNIA, tendo sublinhado as aulas na instituição começam num contexto de forte crise económica e financeira, devido a baixa do preço do barril de petróleo no mercado internacional.

A crise, frisou, não se incide apenas no núcleo, mas também em muitas instituições prestadoras de serviço, como as instituições de ensino.

Salientou que a UNIA, como outras instituições de ensino superior privado, tem caracterizado as suas acções pela definição do indispensável, ajustamento do preço das propinas e outros acertos.

A adopção dessas medidas, ressaltou, têm resultado de um processo de diálogo aberto e urbano, entre a UNIA e as associações de estudantes.

“Como se poderá verificar, nos dias de hoje, a questão do ajustamento das propinas no ensino superior é bastante delicada, dada a sua complexidade política, social, económica e formativa”, acrescentou.

Referiu que do ponto de vista político, social e económico, compete ao Estado definir a estratégia nacional de formação de recursos humanos e os planos nacionais de formação de quadros, tendo em vista o progresso económico e social do país, este associado a valores éticos, deontológicos e patrióticos.

Exortou aos professores e outros funcionários da UNIA a aprimorarem os seus conhecimentos, para serem mais competentes e capazes de melhorarem a qualidade do serviço prestado pela instituição.

Lembrou que o esforço de superação profissional passa, necessariamente, pela actualização de conhecimentos epistemológicos, de modo a viabilizar a investigação científica e o processo de inovação nas universidades.

Acrescentou que a formação dos docentes, principalmente, deve passar ainda pela obtenção de conhecimentos pedagógicos direccionados para o ensino superior, de modo que a transmissão de conhecimentos aos estudantes, com métodos e meios adequados, possam viabilizar a apropriação dos conteúdos programáticos de forma mais fácil e eficaz.

“Os docentes devem ter uma postura deontológica correcta, de modo a avaliarem, com indispensável isenção e rigor, as aprendizagens dos estudantes. Os mesmos terão de entender que os resultados das avaliações dependem somente deles e que a fraude académica é de todos inaceitáveis na UNIA”, argumentou. (ANGOP)

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