Queda do dólar e Irão impulsionam petróleo

(Bloomberg)

O petróleo negoceia em alta pela primeira vez em cinco sessões, beneficiando da queda do dólar e da confirmação da presença do Irão na reunião de exportadores no Qatar.

O petróleo está a avançar quase 2% nos mercados internacionais, negociando em alta pela primeira vez em cinco sessões. A queda do dólar motivada pelas palavras de Janet Yellen, que recomendou catela na subida dos juros, esta terça-feira, 29 de Março, está a impulsionar a cotação do “ouro negro”.

O Brent, negociado em Londres, que serve de referência para as importações europeias, valoriza 1,18% para 39,60 dólares por barril, após quatro sessões em queda. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, avança 1,65% para 38,91 dólares. Subiu para um máximo de 1,96% para 39,03 dólares por barril, acima da fasquia dos 39 dólares, durante a sessão.

O índice da Bloomberg para o dólar, que mede o desempenho da divisa face a dez pares de referência, cai 0,36% para 1.183,10 pontos, tornando a negociação da matéria-prima mais atractiva. A impulsionar o petróleo está também a notícia de que o Irão irá estar presente na reunião dos grandes exportadores de petróleo em Doha, no Qatar, dia 17 de Abril.

Assim, todos os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), excepto a Líbia, estarão presentes neste encontro com a Rússia, para debater o acordo para congelar a produção. Contudo, o Irão reiterou que não irá congelar a sua oferta de petróleo, mantendo as dúvidas sobre a concretização do acordo para travar o aumento do excesso de produção.

“Os comentários cautelosos de Yellen e a queda do dólar norte-americano justificam a subida do petróleo”, diz Angus Nicholson, analista no IG, à Bloomberg. “Não é uma razão forte para ver o petróleo acima dos 40 dólares nesta altura, porque ainda não assistimos ao reequilíbrio necessário entre a oferta e a procura para sustentar preços nesse nível.

Reservas em máximos

As reservas de petróleo cresceram 2,6 milhões de barris na semana passada, revelou o Instituto Americano do Petróleo, esta terça-feira, citado pela Bloomberg. As estatísticas do sector antecedem os dados governamentais que serão publicados esta quarta-feira, 30 de Março, pela Administração de Informação de Energia dos EUA.

De acordo com as estimativas recolhidas pela Bloomberg junto de um painel de especialistas, o departamento de energia norte-americano deverá revelar uma subida de 3,1 milhões de barris, renovando máximos de oito décadas. (Jornal de Negocios)

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