Quatro detidos no Egito por envolvimento no assassinato de estudante italiano

A justiça egípcia solicitou neste sábado a prisão de quatro pessoas ligadas ao assassinato do estudante italiano Giulio Regeni, segundo anunciou um funcionário da procuradoria.

Regeni, de 28 anos, desapareceu no Cairo em 25 de janeiro e foi encontrado dez dias depois morto em uma vala, seminu e com sinais de tortura.

As pessoas detidas neste sábado são a esposa, a irmã, o irmão e o cunhado de um dos quatro homens mortos na quinta-feira em um tiroteio com a polícia, durante uma operação policial contra um grupo criminoso suspeito de ser responsável pela morte do estudante.

Os quatro suspeitos são acusados de esconder o crime e por posse de material roubado.

A Itália não acredita na versão oficial egípcia de que o estudante foi morto por uma gangue criminosa.

“Queremos a verdade”, insistiu no Twitter o ministro italiano das Relações Exteriores, Paolo Gentiloni, enquanto a justiça italiana considera as conclusões da investigação egípcia como “pouco satisfatórias”.

Desde que o corpo de Regeni foi encontrado em 3 de fevereiro, a imprensa italiana e os meios diplomáticos ocidentais no Egito suspeitam abertamente dos serviços de segurança.

Doutorando na Universidade de Cambridge, Regeni estava pesquisando os movimentos operários no Egito, quando desapareceu misteriosamente na capital.

Nesse dia, no quinto aniversário da revolta popular de 2011, as ruas estavam quase desertas, porque o governo havia proibido concentrações. Policiais e militares patrulhavam as ruas para impedir qualquer manifestação popular.

As ONG’s de defesa dos direitos humanos denunciam que, no Egito, costumam acontecer detenções arbitrárias, ações violentas por parte da Polícia e casos de tortura. (AFP)

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