Partidos políticos dão contribuições para contrariar crise

Novas instalações da Assembleia Nacional (Foto: Pedro Parente)

Os partidos políticos com assento parlamentar (MPLA, UNITA e CASA-CE), com excepção o PRS e FNLA, apresentaram as suas contribuições e opiniões face à crise financeira que o país vive, devido à queda do preço do petróleo no mercado internacional.

As referidas opiniões constam dum relatório das várias comissões de trabalho especializadas da Assembleia Nacional, apresentado hoje, durante o debate mensal sobre a “situação política, económica e social face à crise”, proposto pelo Grupo Parlamentar da CASA-CE.

Neste contexto, o MPLA reconheceu que o país está a viver um momento difícil, em virtude da diminuição das receitas provocadas pela baixa do preço do petróleo e as repercussões da mesma junto das populações, em particular as mais vulneráveis.

Apresentou como sugestões, a intensificação da agricultura, pescas, turismo, indústrias da madeira, alimentar, ligeira e mineira, para aumentar as exportações e reduzir as importações com o aumento da produção local e do comércio e serviços.

Defendeu também a contínua aposta na formação de quadros com capacidades, habilidades e aptidões para a condução e gestão do sistema produtivo e da economia nacional.

Sugere ainda o melhorar da gestão das finanças públicas, reforço da segurança e ordem interna, pois, só com estabilidade política se pode fazer face às dificuldades impostas pela conjuntura.

Já a UNITA caracterizou a economia angolana como sendo essencialmente virada para a importação da maioria dos produtos, incluindo os da cesta básica.

Apontou como saída a aposta na agricultura, avanços no processo de industrialização, exportação dos excedentes da produção interna e reter a população no campo.

A CASA-CE considerou que a solução da crise deve envolver todos os cidadãos, mas que aos partidos políticos recaem responsabilidades acrescidas.

Apontou como soluções, a liberalização das oportunidades através de políticas de inclusão, a correcção das assimetrias regionais, com realce para o capital humano, bem como a definição de políticas que incentivem os investimentos de pequeno e médio portes.

Do referido relatório constam também opiniões e contribuições dos vários parceiros sociais, designadamente a Associação Industrial Angolana (AIA), a Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola, Federação de Mulheres Empreendedoras de Angola (FMEA), Associação dos Economistas de Angola (AEA), entre outros. (ANGOP)

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