Mulheres diversificam economia e podem baixar pobreza

Banco Sol Assina Acordo Com Mulheres Empreendedoras (Foto: ANGOP/Arq)

A secretária-geral da Federação das Mulheres Empreendedoras de Angola (FMEA), Henriqueta de Carvalho, disse em Luanda que a sua organização tudo tem feito para alavancar as mulheres para que possam ter empresas sólidas capazes de diversificar a economia e baixar a pobreza.

Segundo a responsável em entrevista à Angop, sobre o tema “a contribuição da mulher angolana para a diversificação da economia”, a mulher já tem feito este exercício apesar da falta de apoios concernente ao acesso ao crédito bancário, formação em gestão de negócio e capacitação técnica para melhorar os seus produtos.

“Estamos a lutar dando alguma formação com os poucos recursos que temos para capacitar a mulher para melhorar a produção e gerir o seu negócio”, disse.

Acrescentou que muitas vezes têm que firmar acordos com os bancos para que as senhoras consigam ter acesso ao crédito, pois existem mulheres que estão no ramo da hotelaria e precisam muita formação, principalmente nas províncias, apoio na gestão de negócios por ser uma área com vários serviços

Salientou que a mulher angolana tem participado activamente na diversificação da economia e se ela tiver mais apoios certamente poderá contribuir mais e melhor.

Ressaltou que no país são mais de cinco mil mulheres filiadas à federação, divididas por diversas associações e cada uma delas com vários negócios, como carpintaria, olaria, restauração, ou seja, trabalhos que antigamente eram executados por homens.

“A mulher sempre contribuiu para a diversificação da economia, nós mulheres estamos em todas as áreas e em todos os ramos”, referiu.

Henriqueta de Carvalho disse que na federação têm associadas que estão tanto na hotelaria como na agricultura, sabendo que agricultura é o factor decisivo para a diversificação da economia.

“Temos senhoras que estão na agricultura e ao mesmo tempo na hotelaria. Agricultura já suporta a hotelaria, estão no comércio informal e isso já é diversificação”, frisou.

Adiantou que agora que o país está nesta dificuldade há muitas mulheres que deixaram algumas áreas e estão naquelas que lhes dá mais lucro como o comércio e agricultura, que nesta altura dão rendimento maior que outras áreas como confecções, que estão mais “mortas”.

Enfatizou o papel da mulher rural que pode contribuir para a diversificação da economia porque está na base de onde vem a alimentação, com acções de formação para melhorar a qualidade dos produtos por si cultivados e, quiçá, apostar na transformação que é a agro-indústria .

“Estas senhoras estão enquadradas nas associações do sector informal através de cooperativas, pois têm na agricultura a sua fonte de sustento e de suas famílias”, afirmou Henriqueta de Carvalho.

Frisou que tendo em vista os desafios do milénio, a contribuição da mulher e da jovem mulher é fundamental para a redução da pobreza.

A FMEA foi criada em 2001 e congrega mais de cinco mil filiadas em todo o país. (ANGOP)

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