Mulheres da Lunda Sul incentivadas à agricultura de subsistência

Cândida Narciso - governadora da Lunda Sul (Foto: Joaquina Bento)

As mulheres da província da Lunda Sul são incentivadas à prática da agricultura de subsistência, mesmo que seja nos quintais das suas casas.

A afirmação é da governadora Cândida Narciso,em entrevista à Angop, acrescentando que as autoridades locais têm passado a mensagem de que cada mulher deve, ainda que seja no seu quintal, plantar algum produto, aproveitando os terrenos férteis e água que se lhes oferece.

“Todos precisamos cultivar um pouco que seja e aqueles que não têm muitas possibilidades que façam algo para que os seus filhos não passem fome, pois a actual situação assim exige”, sublinhou.

Segundo a governante, que falava sobre da contribuição da mulher angolana para a diversificação da economia, a agricultura deve ser uma questão que deve ser praticada por todos, para o bem-estar das famílias e, se cultivarmos em maior escala, haverá sobre-produção e poderer-se-a ter dinheiro para ser aplicado noutros investimentos.

As mulheres são a maioria da população angolana e isto já determina que, em termos de recursos humanos, para se dar uma volta à actual situação, as mulheres são imprescindíveis, principalmente na agricultura, onde maioritariamente ela está presente.

Acrescentou que as mulheres precisam de assumir que têm também a capacidade de poder enveredar para outros ramos da economia, pois começam muito cedo com a economia doméstica e sabem gerir as suas casas e se transferirem isto para outras esferas da economia, vão ajudar a obter o pouco que há hoje para fazer muito.

Por outro lado, disse que o discurso proferido pelo vice-presidente do MPLA no 6º Congresso da OMA, que decorreu de três a cinco deste mês, foi muito elucidativo e encorajador, demonstrando que homens e mulheres são iguais e devem ter todos a mesma oportunidade, pena é que as senhoras deixam-se ficar um pouco atrás.

Sublinhou que este discurso mostrou claramente que a mulher angolana é capaz de muito mais coisas, seja na agricultura, indústria transformadora, cooperativas agrícolas e, porque não, em cooperativas de diamantes , onde o capital circulante é maior .

“Nós somos mais solidárias e, deste modo, podemos também ajudar as nossas concidadãs, os nossos filhos e outras famílias, e podermos contribuir para a melhoria do exercício económico em Angola”, referiu. (ANGOP)

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