Matérias-primas e energia arrastam bolsas asiáticas para perdas

(Bloomberg)

A baixa nos preços do petróleo marcou a sessão desta quinta-feira nas praças asiáticas, depois de ontem o valor do barril ter encerrado com a maior queda em mais de um mês. Xangai teve o maior recuo em duas semanas.

A queda do preço do barril de petróleo na quarta-feira – a maior em mais de um mês depois dos inventários nos Estados Unidos terem ficado em máximos históricos surpreendendo os analistas – pressionaram esta quinta-feira, 24 de Março, as negociações nos principais índices asiáticos, que encerraram em queda.

O Shanghai Composite encerrou a desvalorizar 1,63% para 2.960,70 pontos, enquanto o japonês Nikkei caiu 0,64% para 16.892,33 pontos. O Hang Seng, de Hong Kong, terminou a sessão com uma queda de 1,31% para 20.345,61 pontos.

O excesso de ouro negro no mercado – por sobreprodução e sinais de abrandamento das principais economias consumidoras – colocou também pressão sobre as acções de empresas que negoceiam outras matérias primas, como o ferro.

A acrescentar às quedas em Xangai está também, segundo a Reuters, o regresso dos operadores às vendas a descoberto.

Nem as palavras do primeiro-ministro chinês animaram as negociações. Li Keqiang assegurou que a segunda maior economia do mundo teve um bom início de ano e que a prioridade do Executivo é o crescimento, pelo que podem ser tomadas mais medidas de estímulo.
Esta quinta-feira o banco central chinês voltou a mexer nas taxas diárias para a moeda local, o yuan, baixando-a em 0,33%, a maior redução em mais de dois meses e meio e depois de James Bullard, responsável da Reserva Federal norte-americana, ter sugerido a possibilidade de a entidade voltar a aumentar os juros nos Estados Unidos já em Abril.

Os ganhos do dólar – pela quinta sessão e em máximos de uma semana – resultantes também destas declarações, contribuíram igualmente para pôr pressão no preço das matérias-primas. (Jornal de Negocios)

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