Marcelo Rebelo de Sousa toma posse

Marcelo Rebelo de Sousa toma posse como 5º presidente da República portuguesa (REUTERS/Rafael Marchante)

Marcelo Rebelo de Sousa tomou posse, esta quarta-feira, como o 5º presidente da República portuguesa desde o 25 de Abril. O novo chefe de Estado prometeu trabalhar em prol da “convergência” e do “diálogo” para sarar as feridas deixadas pelas dificuldades financeiras persistentes no país.

“Nós devemos sarar as feridas que resultam destes últimos anos de sacrifício” , declarou durante o discurso de tomada de posse o professor de direito de 67 anos, eleito desde a primeira volta das presidenciais de 24 de Janeiro com 52% dos votos.

A vitória do antigo comentador vedeta da televisão portuguesa, que levou a cabo uma campanha “independente” do seu campo político, foi desde logo vistos como um facto de apaziguamento, após a crispação que se seguiu às legislativas de Outubro passado.
A coligação cessante de direita, que conquistou a vitória no escrutínio, teve de ceder lugar a um governo de minoria socialista, apoiado no Parlamento por formações de esquerda radicais e determinadas a colocar um ponto final na política de austeridade aplicada nos últimos anos.

” É urgente recriar convergências e renovar o diálogo”, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa, durante a cerimónia de tomada de posse, na Assembleia da República, que contou com a presença de mais de 500 personalidades, entre elas o Chefe de Estado de Moçambique, presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker e o rei de Espanha, Felipe VI.

“Sem rigor e sem transparência financeira, o risco de que o país possa regressar à crise é maior”, preveniu o novo chefe de Estado. ” O bom estado das finanças, sem crescimento, emprego e justiça social podem agravar as injustiças e os conflitos sociais”, acrescentou o Presidente.

Desde 2011 que Portugal teve de aplicar um exigente programa de austeridade em troca de uma plano de ajuda financeira, acordada pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional. O presidente português não tem nenhum poder executivo, mais a sua influência pode aumentar em e aumentar em períodos de incerteza política. Ele dispõe do poder de dissolução do Parlamento partir de início de Abril, ou seja seis  ou seja seis meses depois das eleições legislativas. (RFI)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA