Lunda Sul: Difamu procede levantamento de casos de abandono escolar por gravidez precoce

Difamu procede levantamento de casos de abandono escolar por gravidez precoce (Foto: ANGOP/Arq)

A direcção provincial da Família e Promoção da Mulher (Difamu) na Lunda Sul, leva a cabo desde o princípio do ano lectivo um processo de levantamento de casos de abandono escolar devido à gravidez precoce, visando perceber os factores que estão na ordem do problema e procurar mecanismos para reverter a situação.

Em declarações à Angop, a propósito do assunto, a directora provincial da Família e Promoção da Mulher, Maria Ulumbo, declarou que o processo abrange apenas as escolas do I e II ciclo do ensino secundário ao nível do município de Saurimo, cidade capital da província da Lunda Sul.

Na ocasião, a responsável esclareceu que a gravidez precoce não é um problema exclusivo das meninas, “ não se pode esquecer que embora os rapazes não possuem as condições biológicas necessárias para engravidar, um filho não é concebido por uma única pessoa”.

Acrescentou que é à menina que cabe a difícil missão de carregar no ventre, o filho, durante toda a gestação, de enfrentar as dificuldades e dores do parto e de amamentar o rebento após o nascimento, o rapaz não pode se eximir de sua parcela de responsabilidade.

Por isso, prosseguiu quando uma adolescente engravida, não é apenas a sua vida que sofre mudanças, o pai, assim como as famílias de ambos também passam pelo difícil processo de adaptação a uma situação imprevista e inesperada.

A responsável apontou a falta de apoio emocional, diálogo sobre o início de uma vida sexual activa, medo de ser pego com contraceptivos em uma fase em que a imaturidade psicológica anda de mãos dadas com as cobranças causadas pelas modificações no próprio corpo do adolescente e no meio em que vive, como principais causas da gravidez precoce.

“ O afastamento dos membros da família e a desestruturação familiar, seja por separação, pelo corre-corre do dia-a-dia, onde os pais estão cada vez mais afastados de seus filhos, além de dificultar o diálogo de pais e filhos, dá ao adolescente uma liberdade sem responsabilidade, ele passa, muitas vezes, a não ter a quem dar satisfações de sua rotina diária”, ressaltou.

Para tal, defendeu a necessidade do reforço do diálogo no seio das famílias que, para o efeito, a sua organização tem desenvolvido actividades diversas tendentes a redução do fenómeno, nomeadamente palestras.

Aconselhou aos pais e encarregados de educação para redobrarem o esforço de vigilância às filhas e evitarem enveredar por práticas que prejudiquem o organismo da jovem adolescente no futuro. (ANGOP)

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