Lula da Silva aceita ser investigado e ameaça concorrer em 2018

(REUTERS)

O ex-presidente Lula da Silva não se importa com as investigações realizadas pela justiça brasileira sobre as denúncias de aquisição irregular por parte dele e familiares de um apartamento triplex no litoral do Estado de São Paulo e também de uma propriedade na mesma região.

Na festa dos 36 anos do Partido dos Trabalhadores no fim de semana, o ex-governante disse que aceita a quebra de sigilos telefónico e bancário para esclarecer essas suspeitas.

Ao discursar para os militantes presentes no evento, Lula voltou a afirmar que se precisar vai ser o candidato do PT à Presidência da República em 2018.

“Tentar dar golpe não vão dar. Se eles quiserem que se preparem para 2018. Afiem suas garras e vamos disputar democraticamente teu projeto”, disse.

Lula também aproveitou para convocar os petistas a apoiarem a Presidente Dilma Rousseff.

“Precisamos nesse momento companheiro Rui Falcão, sob a tua liderança enquanto partido do Governo, divergir o que a gente tiver de divergir. Falar o que a gente tiver que falar porque necessariamente um partido não tem que concordar com tudo que o Governo fala. E o Governo não tem que concordar com tudo o que o partido quer. Normalmente pode haver diferenças. O que temos que saber é que estamos juntos. Quero dizer para a Dilma que estou à frente de milhares de homens e mulheres que são soldados, guerreiros e guerreiras para defender o seu mandato e seu governo até as últimas consequências”, concluiu o fundador do PT.

A Presidente Dilma não compareceu à festa dos 36 anos do PT porque estava a regressar de um compromisso no Chile.

No país vizinho, ela disse que não governa apenas para um partido e afastou os rumores de que está “chateada” com o Partido dos Trabalhadores.

“Um partido é um partido. Um governo é um governo. Eu não governo só para o PT. Eu governo para os 204 milhões de brasileiros. Não é possível vocês jornalistas acharem que essa relação é uma relação que tenha mágoas ou não. Têm concordância, discordância, propostas diferentes e tem inclusive um amadurecimento do Governo que não é o dono da verdade, nem dos partidos que não saco os donos cada um da sua verdade. Mas cada um tem a sua verdade e acha que ela deve ser externada e nós governo temos que respeitar”, frisou.

Refira-se que 64 por cento dos entrevistados da pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana consideram o Governo Dilma mau ou péssimo. 11 por cento o consideram ótimo ou bom e 25 por cento regular. (VOA)

por Patrick Vaz

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