Jornal de Angola elogia “lucidez” de Paulo Portas

(Foto: D.R.)

O Jornal de Angola, órgão oficial do Governo angolano, diz que o antigo líder do CDS-PP e ex-vice-primeiro-ministro foi “lúcido e inteligente” ao alertar para os perigos da judicialização das relações entre os dois países.

Paulo Portas avisou, no 26.ª Congresso do CDS/PP, que a “tendência para a judicialização”  das relações entre Portugal e Angola “seria um caminho sem retorno”, uma leitura dos acontecimentos que caiu bem em Angola.
Após o ex-líder do CDS-PP ter feito estas declarações no fim-de-semana, o editorial do Jornal de Angola  de 15 de Março, escreve que “enquanto governante,  Paulo Portas teve oportunidade para avaliar que as relações entre Portugal e Angola têm muito mais a ganhar se se fizer uma aposta séria e responsável no reforço do diálogo e na abertura de novas portas à cooperação bilateral”.
Segundo o Jornal de Angola “esta análise realista dos factos permitiu que os laços entre os dois países fossem, em diferentes ocasiões, particularmente estreitados, tendo contribuído para esse facto o empenho pessoal do ex-vice-primeiro-ministro e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros luso”.

De acordo com o órgão oficial do Governo angolano, “a judicialização das relações” está patente no alegado envolvimento do vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, no caso de corrupção que levou à detenção do procurador Orlando Figueira.
“O pronto desmentido feito pelo vice-presidente da República e a sua total disponibilidade para esclarecer os factos contrastam grandemente com a conduta traiçoeira de entidades portuguesas envolvidas nessas campanhas. Algumas das quais com grandes responsabilidades no plano jurídico e plenas conhecedoras das regras que devem ser observadas no sentido de evitar a ofensa à hora, ao bom nome e à imagem de quem quer que seja”, escreve o Jornal de Angola.
Um comportamento que, no entender do referido jornal, contrasta com o diagnóstico de Paulo Portas. “Os povos angolanos e português possuem laços culturais e partilham afectos que datam de longos anos de convivência. Todavia, nem sempre há, da parte de Portugal, a compreensão necessária para aceitar e respeitar as mudanças que a história ditou. Ou melhor, nem sempre há a lucidez e inteligência que Paulo Portas verteu na sua mensagem”, sublinha o Jornal de Angola. (jornaldenegocios)

Por: Celso Filipe

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