Huambo: Falta de infra-estruturas entre as principais dificuldades dos grupos teatrais

Huambo: Pascoal Pedro Nhanga - Responsável provincial da UNAC (Foto: Valentino Yequenha)

A falta de infra-estruturas para a realização de espectáculos teatrais na província do Huambo consta das dificuldades dos grupos desta arte, que são obrigados a promoverem os eventos em locais impróprios.

A preocupação foi manifestada, quarta-feira, à Angop, pelo representante da União Nacional dos Artistas e Compositores (UNAC) no Huambo, Pascoal Nhanga, salientado que, actualmente, os cerca de 50 colectivos teatrais da província, realizam espectáculos nas instituições escolares e clubes recreativos.

Pascoal Nhanga, também director da agremiação Vozes de África, disse ainda que o teatro feito nestes espaços não oferece a qualidade exigida, nacional e internacionalmente, em termos de iluminação, som e outros requisitos.

“Vivemos neste clima de dificuldade, mas ainda assim os grupos por amor a arte empenham-se para que ela não morra, apesar dos gastos serem maior que os lucros”, desabafou.

Nesta senda, o responsável da UNAC considerou importante que as autoridades afins tracem políticas para a criação de espaços apropriados para o teatro, com vista a divulgação e desenvolvimento da arte, que a seu ver, pode contribuir também na receita nacional.

Augura, no entanto, que nos próximos tempos, o Centro Cultural do Huambo, em construção, venha resolver esse problema.

Almeja, também, a implementação de uma escola do ensino médio de artes cénicas, assim como de um curso superior na Universidade José Eduardo dos Santos, com vista a formação de quadros na vertente científica.

Apesar das dificuldades, o represente da União Nacional dos Artistas e Compositores frisou que o teatro no Huambo está num bom caminho.

A região possui 150 grupos teatrais inscritos. (ANGOP)

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