Grécia: Hepatite A e desânimo, no acampamento de Idomeni

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Enquanto em Bruxelas os líderes europeus discutem a crise dos migrantes, na fronteira da Grécia com a Macedónia mulheres, homens e crianças enfrentam mais uma noite num acampamento precário.

As imagens são de Idomeni, onde mais de 12 mil pessoas continuam bloqueadas, no frio e na lama, sem mantimentos suficientes nem condições de higiene. Um homem que vem de Aleppo, na Síria, apela a que a União Europeia se esforce por resolver a situação dramática em que se encontram. “Não queremos que venham fotografar-nos para dizerem nos jornais que existimos. Nós já não existimos, estamos arrumados, deixámos de existir”, acrescenta.

O governo grego começou a vacinar os migrantes contra a hepatite A, depois de uma criança no acampamento ter sido diagnosticada com a doença.

Uma mulher síria com a filha nos braços, fala do receio de contágio:

“A única coisa que peço é que os líderes europeus tenham pena destas crianças e nos deixem entrar. Há aqui crianças a morrer. Felizmente a minha filha não adoeceu, mas há crianças que estão a morrer em consequência das condições aqui.”

(DR)
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Após o encerramento da rota dos Balcãs, estão retidos em território grego mais de 42 mil migrantes e outros continuam a chegar todos os dias, da Turquia. O governo procura deslocar parte dos migrantes de Idomeni para outros acampamentos na Grécia. (EURONEWS)

por Nelson Pereira | com REUTERS

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