Governo chinês diz que economia teve um “bom início do ano”

(Bloomberg)

O primeiro-ministro chinês realçou “novas mudanças positivas” no início do ano e admitiu debilidades, em resultado da “instabilidade e incerteza” na economia mundial e de “problemas” domésticos.

O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, assegurou hoje que a economia chinesa teve um “bom início” de ano, com criação estável de emprego e um crescimento rápido do sector dos serviços e das indústrias tecnológicas e manufactureira.

“Desde o início do ano, a economia chinesa tem estado bem e estável, com novas mudanças positivas” afirmou, durante o Fórum Boao (o “Davos asiático”).

O dirigente chinês recordou que no ano passado foram criados 13 milhões de novos postos de trabalho urbanos, um ritmo que se tem mantido em 2016. “A procura interna cresceu, assim como o consumo, a uma taxa de dois dígitos. O consumo e os serviços converteram-se nos motores da economia chinesa”, disse.

Li referiu ainda que o país tem melhorado a eficiência no uso e produção de energia, permitindo uma redução das emissões de gases poluentes.

“Isto demonstra que a qualidade do crescimento económico está a melhorar na China”, realçou.

Pequim está a encetar uma transição no modelo económico do país, visando uma maior preponderância do setor dos serviços e o encerramento de unidades de indústria pesada vistas como “improdutivas”.

Li admitiu debilidades, em resultado da “instabilidade e incerteza” na economia mundial e de “problemas” domésticos.

“Estamos a sofrer alguns problemas inevitáveis no processo de transformação e actualização”, disse, sobre o excesso de capacidade de produção que afecta as indústrias pesada e química. Para os próximos anos, só nos sectores do aço e do carvão foram anunciados 1,8 milhões de despedimentos.

A longo prazo, o dirigente antecipou que a China “tem um enorme potencial de desenvolvimento”, porque continua a meio dos processos de industrialização e urbanização.

A economia chinesa cresceu no ano passado 6,9%, o nível mais baixo do último quarto de século.

China diz que negociações com EUA para acordo de investimento estão quase concluídas

O ex-ministro do Comércio chinês, Chen Deming, assegurou na quarta-feira que as negociações com os EUA sobre o tratado de investimento bilateral “estão quase terminadas” e que a maioria dos assuntos “estão praticamente resolvidos”.

Ambos os lados concordaram com o princípio de que possíveis disputas entre países e investidores deverão ser arbitradas pelo Banco Mundial, disse Chen, à margem do Fórum Boao (o “Davos asiático”), que se realiza na ilha de Hainan, extremo sul da China.

O acordo é “essencial” para a realização de “investimentos de forma livre e acessível, o que constitui a chave de uma economia vital”, disse o ex-ministro, citado pela agência oficial chinesa Xinhua.

As negociações arrancaram em 2008 e, a concretizar-se, o tratado será um estímulo importante para o investimento e para o mercado laboral de ambos os países.

Enquanto os Estados Unidos da América necessitam de capital para a construção de infraestruturas e impulsionar a sua economia, a China dispõe de fundos e converteu-se nas últimas décadas num exportador líquido de capital. (Jornal de Negocios)

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