França vive dia de greve

(REUTERS/Philippe Wojazer)

Organizações sindicais, estudantes e trabalhadores saíram à rua para manifestar contra o ante-projecto da reforma do código de trabalho. Um teste para o governo que observa com atenção o impacto da mobilização e numa altura em que está em marcha, desde o início da semana, uma operação de apaziguamento. Na maioria e na oposição, espera-se para ver se estas manifestações farão recuar o executivo.

A direita e esquerda saiu hoje às ruas de Paris para protestar a reforma do código de trabalho do governo socialista. O deputado de direita Eric CIotti disse hoje que o país assiste ao fim de um reinado. “Sim, a rua pode fazer ceder o governo”.

Alguns deputados socialistas, que se opõem à reforma, manifestaram-se esta quarta-feira. O deputado de Paris, Pascal Cherki diz-se solidário com a mobilização: ” Eu compreendo esta manifestação dos jovens e a sua preocupação com uma lei que eu critico fortemente”.

Lei El Khomri

Na base desta greve estão medidas como o fim das 35 horas semanais e a redução das indemnizações por despedimento abusivo. A ministra do Trabalho, Myriam El Khomri, que adiou a apresentação da proposta para 24 de Março, defende a necessidade de flexibilizar o mercado de trabalho.

Os sindicatos Force Ouvrière e CGT denunciam uma reforma feita à medida das empresas, que não garante a protecção dos direitos dos trabalhadores, e convocaram já um novo protesto para o dia 31.

Esta greve é vista como um teste para o governo francês que observa com atenção o impacto da mobilização, isto e numa altura em que está em marcha, desde o início da semana, uma operação de apaziguamento. Na maioria e na oposição, espera-se para ver se estas manifestações farão recuar o executivo. (RFI)

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