Foguete Proton é lançado com missão russo-europeia ExoMars 2016 a bordo

(AFP)

Um foguete russo Proton descolou nesta segunda-feira do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, levando a bordo a Exomars 2016, missão russo-europeia destinada a buscar potenciais testes de actividade biológica no planeta Marte.

O foguete Proton, que descolou às 09h31 GMT (06h31 de Brasília) das estepes do Cazaquistão, transporta uma sonda capaz de detectar gases em nível de vestígios, chamada TGO (Trace Gaz Orbiter), que “será como um grande nariz no espaço”, explica o argentino Jorge Vago, responsável científico deste programa para a Agência Espacial Europeia (ESA).

O foguete também transporta um módulo de testes de pouso, baptizado de Schiaparelli, nome do astrónomo italiano do século XIX Giovanni Schiaparelli, famoso por ter observado os famosos canais de Marte.

Se tudo correr bem, após uma viagem de sete meses na qual percorrerá 496 milhões de quilómetros, o módulo de aterragem se separará da sonda em 16 de Outubro para pousar sobre o planeta vermelho três dias depois.

O módulo Schiaparelli pesa 600 quilos e tem dimensões de um carro pequeno. Diante da ausência de painéis solares, sua vida útil será de entre dois e quatro dias. É equipado com uma estação meteorológica básica.

Uma vez lançado o módulo de pouso, a sonda TGO entrará em uma órbita elíptica e irá diminuindo sua velocidade para se localizar em uma órbita circular a 400 km de altitude.

No fim de 2017 começará sua tarefa científica. Equipada com instrumentos europeus e russos, a sonda TGO buscará vestígios de gases na atmosfera do planeta, especialmente aqueles com base em carbono, como o metano.

Este gás interessa particularmente os cientistas porque na Terra aparece em 90% das origens biológicas. Além disso, sua vida tem uma duração limitada. Consequentemente, sua eventual detecção pela TGO pode ser um índice possível da presença actual de uma vida em nível de micro-organismos em Marte.

A missão Exomars 2016, que inicialmente foi contemplada em colaboração com os Estados Unidos, foi finalmente realizada junto à Rússia após a deserção da Nasa em 2011 por razões orçamentais. (AFP)

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