Fazer mais com menos

Luanda (Foto: JORGE MONTEIRO)

O actual contexto económico e financeiro que o país está a atravessar motivou o Ministério dos Transportes a reunir com as empresas públicas e outros órgãos que integram o sector, para, em conjunto traçarem novas políticas e estratégias.

O IV conselho consultivo alargado foi realizado, em Luanda, sob o signo de “ fazer mais e melhor com menos”. Este lema é actual e adequado ao momento que estamos a viver. O ano começou com algumas incertezas macroeconómicas, devido à evolução desfavorável do preço do petróleo nos mercados internacionais, situação que tem um impacto directo nos níveis da receita orçamental e que deverá manter-se pelo menos durante o ano em curso.

Para se fazer face a esta situação, será necessário conseguir gerir melhor as disponibilidades financeiras existentes, controlando os custos e as consequentes despesas, aumentar as receitas, garantindo o equilíbrio orçamental e de tesouraria. Durante o encontro alargado, os participantes defenderam uma maior interacção entre os vários agentes do sector, tendo destacado a parceria público-privada, para que essa possa contribuir para a melhoria dos serviços prestados e assim catapultar o crescimento das empresas.

Foi encorajada a atribuição de concessões, a abertura dos direitos de exploração e operação,o estabelecimento de parcerias, de que é exemplo o acordo entre a Taag e a Emirates, que poderão contribuir para aumentar receitas, não só para os cofres do Estado, mas também permitir que os cidadãos estejam melhor servidos. Para que estes resultados tenham o respaldo desejado, é necessário que os gestores tenham um comportamento adequado ao momento actual, apostando numa gestão mais rigorosa, prudente e responsável.

Neste contexto, o encontro concluiu que se deve eliminar as despesas existentes para os cargos de administração e direcção que não estejam contemplados nas respectivas folhas salariais. Foi também proposta a redução dos custos na ordem dos 30 por cento e o ajuste dos salários de forma a não haver disparidade entre o topo e a base e os desequilíbrios actualmente existentes entre os resultados e os salários praticados.

Uma vez tomadas estas medidas, estamos cientes de que o caminho para o desenvolvimento e o crescimento socio-económico, aliado ao combate às assimetrias regionais, será vencido, apesar da actual conjuntura macro-económica. (jornaldeeconomia)

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