EUA: Trump triunfa e Sanders resiste num Michigan abalado pela crise (vídeo)

(EURONEWS)

Donald Trump contraria as sondagens e a pressão dos seus adversários ao voltar a vencer as primárias republicanas, desta feita nos estados do Mississipi e do Michigan.

O multimilionário triunfou nos dois sufrágios, somando 14 vitórias numa jornada onde Ted Cruz ganhou pouco terreno e a candidatura de Marc Rubio deverá durar, no máximo, até ao sufrágio na Florida, daqui a uma semana.

Trump festejou o triunfo, afirmando ser, “o mais presidenciável de todos os republicanos”. Uma resposta aos seus adversários que, nos últimos dias, alertaram para a impossibilidade do candidato vencer as presidenciais de Novembro face a Hillary Clinton.

“A participação tem sido maciça a cada semana. Vemos democratas a juntarem-se a nós, e muito importante, independentes. Vemos pessoas que nunca votaram nos republicanos e outros que nunca tinham pensado nisso até hoje”, declarou Trump.

O candidato tinha reagido a mais uma vitória, em Jupiter, na Florida, durante uma conferência de imprensa em que defendeu não só a sua candidatura, como os vários produtos derivados “Trump”, da água mineral aos bifes de vaca.

Sanders resiste no Michigan

Do lado Democrata, Bernie Sanders conseguiu vencer por uma frágil vantagem num Michigan abalado pelo desemprego e a crise económica, mas não no Mississippi, onde o voto dos afroamericanos foi decisivo para dar uma vitória esmagadora a Hillary Clinton.

“O resultado desta noite significa que a campanha de Bernie Sanders, a revolução do povo, a nossa revolução política é forte em todo o país e francamente acredito que vitórias maiores ainda estão para vir”, declarou Sanders.

O realizador norte-americano, Michael Moore, natural de Flint, nos arredores de Detroit – Estado de Michigan – recordou, na sua conta Twitter, os “estragos” causados no Estado pelos “Clintons e amigos de Wall Street”.

Clinton ganha vantagem

Com uma vantagem confortável face a Bernie Sanders, com 14 vitórias em 22 sufrágios, Hillary Clinton preferiu atacar-se a Trump, sem contar com o “endurance” do rival do seu próprio partido.

“Candidatar-se à presidência não deveria significar distribuir insultos, mas apresentar resultados ao povo americano”, afirmou Clinton.

Se a candidata continua a contar com o apoio das minorias, Sanders continua a ser mais ouvido entre os mais jovens, um factor que poderia transformar a rivalidade em complementaridade aquando da convenção Democrata de Julho. (EURONEWS)

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