Estágio de desenvolvimento do Planageo pode constituir novidade científica

Ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz (Foto: António Escrivão)

O actual estágio de desenvolvimento do Plano Nacional de Geologia (Planageo) pode constituir novidade científica e informação importante do ponto de vista económico, disse hoje,sexta-feira, em Luanda o ministro da Geologia e Minas Francisco Queiroz.

Segundo o ministro, que falava na abertura da VI sessão da Comissão multissectorial do Planageo, essa afirmação provém de quatro importantes factores de desenvolvimento do actual do plano, designadamente as informações geológicas preliminar produzidas pelo levantamento aerogeofísico, as infra-estruturas do Planageo, os constrangimentos circunstanciais na implementação do Planageo bem como as soluções encontradas num clima de concertação multissectorial.

“ Do levantamento aerogeofísico, cuja conclusão está prevista para fim do primeiro trimestre de 2016, salta à vista a identificação de 773 alvos, dos quais 138 estão classificados como prioritários”, disse.

Francisco Queiroz fez saber que embora seja ainda preliminar a aquisição, processamento e interpretação da informação geológica, obtida até ao momento, permitem seleccionar centenas de anomalias magnéticas com notáveis sinais favoráveis à prospecção de minerais metálicos, tais como ouro, ferro e cobre.

“ Em quase todo o território nacional definiram-se muitos alvos de alta prioridade, como formato de carbonatitios/kimberlitos, foram ainda identificados centenas de ocorrências kimberliticas, anortositos e rochas básicas associadas, bem como ferro e titânio”, informou o titular da Geologia e Minas.

No que se refere às infra- estruturas do Planageo, designadamente os laboratórios para tratamento e análise de amostras, o ministro disse que a execução das obras encontra-se a 83 porcento em Luanda, 100 porcento no Lubango e 88 porcento em Saurimo.

No que toca à execução financeira, o ministro fez saber que até a presente data, foi pago um total de 116 milhões, 829 mil e 770 dólares norte americanos, representando cerca de 29 porcento do orçamento total do Planageo.

“ O actual momento desfavorável à economia nacional reflectiu-se no processo de financiamento do Planageo, há atrasos no pagamento às operadoras, o que afectou a continuação dos levantamentos aerogeofísicos e o início dos levantamentos geológicos e geoquímicos”, acrescentou.

Francisco Queiroz deu a conhecer também que identificou-se a necessidade da construção de vias de comunicação, infra-estruturas hidráulicas para drenagem de águas residuais e superficiais, captação, tratamento e transporte de água canalizada, bem como de infra-estruturas eléctricas e de telecomunicações para os laboratórios em Luanda, Huíla e Saurimo.

Participaram da VI sessão da comissão multissectorial do Planageo os ministros do Planeamento e Desenvolvimento Territorial, Economia, Administração do Território, bem como membros no Ministério da Geologia e Minas. (ANGOP)

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