Educação joga um papel preponderante na formação da consciência do homem

Alexandra Simeão, oradora na mesa redonda sobre direitos humanos (Foto: Gaspar dos Santos)

O ano de 2016 deveria ser considerado como o ano de inicio da educação da sociedade em matéria do respeito dos direitos humanos, devido a grande influência que a escola exerce na formação da consciência do homem.

Este ponto de vista foi defendido hoje, terça-feira, pela analista Alexandra Simeão quando abordava o tema os direitos humanos das mulheres no âmbito da Mesa Redonda subordinada ao tema “ 2016, o ano dos direitos humanos em África com o foco nos direitos das mulheres”, numa promoção conjunta da Associação Justiça Paz e Democracia (AJPD) e Mãos Livres.

De acordo com a oradora, a educação joga um papel preponderante em qualquer parte do mundo e no caso de África em particular pode iniciar uma nova metodologia introduzindo nos currículos escolares a todos os níveis a questão do respeito dos direitos humanos.

Na óptica de Alexandra Simeão, em Angola só foi possível começar-se a abordar a questão do respeito dos direitos humanos após a conquista da paz, “contudo a mudança de mentalidade dos seus cidadãos não acompanhou a ratificação de uma série de diplomas legais que implementam a defesa dos direitos fundamentais dos angolanos”.

Na ocasião afirmou que grande índice de analfabetismo que se regista em Angola se encontra na camada feminina, facto que leva a muitas delas considerarem a violência doméstica como uma acção natural no seio familiar, entre outros factores.

Numa outra vertente a directora nacional para os direitos humanos, Ana Celeste Januário, manifestou a sua preocupação pela transculturação que se tem registado em Angola nos últimos tempos, fruto da imigração que se verifica no país.

Como factor negativo desse fenómeno apontou a mutilação genital em mulheres que não constituía prática em Angola, mas que tende a ser uma realidade no país, devido a tendências culturais de povos vindos de países de predominância muçulmana, aliado ao tráfico de seres humanos.

Apontou como desafios do Ministério da Justiça e Direitos humanos a extensão dos seus serviços em todo o território nacional, reforço das campanhas de educação para eliminação de praticas culturais contrarias a lei e aos direitos fundamentais, praticas que ofendem a dignidade das pessoas.

Entretanto a representante do Ministério da Família e Promoção da Mulher, Isabel Fernandes, apontou a aprovação da lei contra a violência doméstica e o Programa Nacional de Apoio a Mulher Rural como ganhos significativos alcançados nestes últimos anos.

A mesa redonda visou divulgar a iniciativa da União Africana em adoptar este ano como o Ano dos direitos humanos no continente com o foco nos direitos das mulheres, e discutir a sua aplicação em Angola, e principalmente como é que o Executivo angolano irá trabalhar para responder aos vários desafios enfrentados pela mulher nos dias de hoje. (ANGOP)

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