Distrital PS/Porto vê em Costa “oportunidade única” para cumprir descentralização

O primeiro-ministro português, António Costa, quer apostar na descentralização Foto: Lusa/DR

O novo presidente da distrital do PS/Porto, Manuel Pizarro, afirmou, no sábado, querer tornar esta federação no “navio almirante” do partido a nível nacional e lembrou que esta legislatura é uma “oportunidade única” para cumprir a agenda de descentralização.

“Temos finalmente um primeiro-ministro que acredita na regionalização. António Costa, porventura por ter sido presidente de uma câmara municipal, percebeu bem a importância de uma governação próxima dos cidadãos”, afirmou o socialista que hoje foi eleito para suceder a José Luís Carneiro na maior federação distrital do PS.

O também vereador da Câmara do Porto comprometeu-se a “apoiar um Governo que coloca no centro das suas preocupações uma agenda pela descentralização” e defendeu a necessidade de a distrital ser capaz “de marcar pela positiva, com propostas politicamente justas e tecnicamente bem sustentadas”.

“Temos uma oportunidade única para cumprir neste mandato e nesta legislatura” a descentralização, frisou Manuel Pizarro para quem “Afirmar o PS significa afirmar a maior federação distrital do PS no país como o navio almirante do Partido Socialista”.

O agora líder da distrital, que admitiu não encarar a nova missão “como um ato individual ou solitário”, frisou ainda que o partido tem de ser capaz de demonstrar que é diferente e “o partido que olha para o país numa perspetiva de coesão nacional”.

“Nós nunca nos comportaríamos como se comportaram os dirigentes locais do PSD e do CDS que durante os últimos quatro anos, até do sotaque tinham vergonha para defender as nossas causas”, criticou.

Os militantes socialistas do distrito do Porto deslocaram-se hoje às mais de 80 secções de voto disponíveis para eleger um novo presidente da Federação Distrital do Porto do Partido Socialista.

Manuel Pizarro era o único candidato à sucessão a José Luís Carneiro na presidência do PS/Porto, tendo-se apresentado a esta eleição com uma moção de estratégia que tem por lema “Afirmar o PS, Mobilizar o Norte”.

No início do seu discurso, na sede da federação, Pizarro assumiu ainda não ter o resultado final das votações, uma vez que “votaram nestas eleições cerca de cinco mil militantes socialistas do distrito do Porto”.

“Esta enorme participação em todo o distrito tem um significado, significa que a esmagadora maioria dos militantes socialistas se identificam com as ideias que propusemos nesta candidatura [e] que se podem resumir no nosso lema, afirmar o PS para mobilizar o Norte”, destacou, prometendo ainda ser uma “força serena, inteligente, militada, a favor de um Governo que se afirma na vida política do país pela sua diferença”.

Ainda em críticas à oposição social-democrata, Manuel Pizarro afirmou que “cada vez que o Governo cumpre mais uma das suas promessas, o medo deles é que os cidadãos se lembrem do contraste que foi com o governo que em 2011 se empenhou em fazer tudo ao contrário do que tinha dito em campanha eleitoral”.

“Nós apoiamos um Governo e um primeiro-ministro que cumprem o que disseram na campanha eleitoral e isso explica muita da acrimónia da direita e do PSD”, disse. (Agência Lusa)

 

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