Defendido empenho de todos em prol da equidade do género

Adidos de Defesa visitam Ministério da Família e Promoção da Mulher (Foto: Lino Guimaraes)

A directora nacional dos direitos da mulher, Maria Soledade Dores Augusto, defendeu hoje, sexta-feira, em Luanda, que todos devem trabalhar juntos para se atingir sociedades equilibradas para o desenvolvimento da unidade em prol da equidade do género.

A responsável fez esta afirmação numa palestra dirigida aos adidos militares acreditados em Angola sobre “Os direitos da mulher na sociedade”.

Para a directora, é preciso trabalhar para a valorização da mulher, situação que passa pela educação, formação profissional e informação, no sentido de elas terem acesso as novas tecnologias e desta forma contribuirem para o desenvolvimento do país.

“A maior promoção que todos devemos ter, em especial a mulher, é o ensino e formação para se atingir patamares altos”, ressaltou.

Acrescentou que a violência doméstica e conjugal, o casamento precoce impede o desenvolvimento da mulher, numa altura em que no continente africano os direitos da mulher ainda não são plenos.

“África ainda tem muito que caminhar para melhorar a situação. Angola está bem, mas podemos estar melhor no que toca ao avanço da mulher na política, economia e outros sectores”, disse.

Realçou que em 2015 a instituição registou em todo o país 25 mil e 514 casos contra 16 mil e 600 do ano anterior, o que constitui uma preocupação, pois querem ver resolvidas as questões familiares.

Maria Augusto disse ainda que as mulheres devem conquistar o seu espaço e não lutar para que os homens lhes cedam o lugar, pois os homens não vão deixar de mãos vazias o poder que sempre tiveram em mãos.

A comitiva dos adidos militares foi antes recebida pela secretária de estado da Família e Promoção da Mulher, Ana Paula do Sacramento, que agradeceu o gesto, bem como fizeram uma visita guiada as instalações do ministério.

Efectuaram a visita nove dos 16 adidos militares residentes no país: China, Cuba, Brasil, França, Congo, Rússia, Argentina, Namíbia e África do Sul. (ANGOP)

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