Cuanza Norte: Responsável tranquiliza famílias face as enchentes nos hospitais

Panorâmica da cidade do Dondo (Foto: Angop)

A representante do sector da Família e Promoção da Mulher no município de Cambambe, província do Cuanza Norte, Madalena Francisco, acalmou terça-feira, no Dondo, as famílias ante as enchentes de pacientes nos hospitais do país.

Madalena Francisco fez este pronunciamento no final de uma visita que um grupo de mulheres efectuou ao centro de saúde do Dondo, que acolhe igualmente os serviços do hospital municipal, por este se encontrar actualmente em obras de restauro, ao constatar um fluxo elevado de pacientes.

Referiu que a actual conjuntura económica do país levou a que o governo efectuasse alguns reajustes nas despesas públicas, “e o sector da saúde ressentiu-se destas alterações mas não deixou de responder às suas atribuições”, ao continuar a receber os enfermos.

“Apesar de não haver cortes orçamentais no sector da saúde, é normal que se registem algumas oscilações resultantes dos desajustes dos sectores conexos que concorrem para a prestação de serviços de saúde mais eficientes à população, e que procuram se adaptar à nova realidade”, sublinhou.

Por este facto, prosseguiu a responsável, muitos hospitais registam enormes enchentes que as famílias devem entender e cooperar com o corpo clínico, para que haja um atendimento tranquilo que satisfaça todos os pacientes.

No caso concreto do centro de saúde do Dondo, Madalena Francisco disse verificar-se uma enchente descomunal, tendo atribuído tal situação à actual época de chuvas, em que a inobservância de certas medidas de prevenção por parte das famílias pode ocasionar o surgimento de várias enfermidades como as diarreias, vómitos e a malária.

A visita enquadrou-se no âmbito das celebrações do 08 de Março, dia internacional da mulher, tendo durante as senhoras percorrido as várias dependências da instituição, guiadas pela administradora no centro, Deolinda de Fátima, de quem receberam explicações detalhadas sobre o funcionamento dos diferentes serviços.

A unidade sanitária está dotada de uma capacidade de 23 camas e durante a visita estavam internados 46 doentes, tendo-se verificado um elevado fluxo de pacientes no banco de urgência e na área de consultas externas. A pediatria tem uma capacidade instalada de sete camas e encontravam-se 17 hospitalizados.

A malária, as doenças diarreicas e respiratórias agudas, a falciformação, a anemia e as infecções da pele são actualmente as patologias mais frequentes naquele estabelecimento sanitário. (ANGOP)

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