Cuanza Norte: Mulheres exortadas a trabalharem em busca da ascensão

Mulheres devem trabalhar para a ascensão social (Foto: Angop/Arq)

Mulheres com cargos de direcção no município do Golungo Alto, Cuanza Norte, exortaram as funcionárias públicas, camponesas, vendedoras e outras empregadas a desempenharem com sabedoria as suas actividades, para a sua ascensão social.

As responsáveis teceram estas considerações neste sábado à Angop, por ocasião da passagem do mês de Março, internacionalmente consagrado à mulher.

Para a administradora municipal adjunta do Golungo Alto, Donana João da Silva Filho, as mulheres devem dar o máximo de si no seu quotidiano para conquistarem o respeito e a admiração da sociedade, acrescentando que em qualquer área de trabalho digno elas têm contribuído para o combate à fome e à pobreza.

Nomeada para o actual cargo em 2013, Donana João defende que as mulheres devem saber planificar o tempo para as suas tarefas, tendo exemplificado que apesar das suas responsabilidades no aparelho do estado ainda exerce a actividade agrícola, algo que acompanhou a sua infância, por ser oriunda de uma família camponesa.

A responsável diz ter ingressado na função pública em 1985 como fiel de armazém no sector da educação, tendo exercido também a docência e as funções de representante municipal da família e promoção da mulher, para além da sua militância na OMA e no MPLA.

Foi, igualmente, chefe do centro de documentação e informação da administração municipal do Golungo Alto.

Por seu turno, a secretária municipal da Organização da Mulher Angolana (OMA), Suzana Francisco José, docente primária de profissão, apelou as mulheres a pautarem sempre pela cultura da paz, amor, harmonia, humildade e por um comportamento digno perante os cônjuges, filhos e vizinhos.

Para si, as mulheres devem evitar os conflitos, alertando que quem for vítima de violência deve denunciar o acto aos órgãos competentes do estado.

Representante municipal da OMA desde 2011, Suzana Francisco José lembra o sacrifício durante as suas funções de activista política no período do conflito armado angolano, terminado em Abril de 2002.

Sente-se orgulhosa pelo trabalho que faz no seio das comunidades, em pé de igualdade com os homens.

Suzana Francisco José apontou a inserção da mulher nas aulas de alfabetização e o encorajamento destas para a aposta na formação académica e profissional como algumas das preocupações prementes da OMA.

Actualmente, o município do Golungo Alto conta com 76 mulheres funcionárias públicas, das quais apenas três ocupam cargos de chefia, uma cifra ínfima, tendo em conta que a maioria da população angolana é constituída por mulheres. (ANGOP)

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