Cuanza Norte: Mau estado das vias dificulta escoamento de produtos agrícolas em Ambaca

Cuanza Norte: Campo agrícola (Foto: Lucas Leitão)

O mau estado das vias de acesso às comunas do interior do município de Ambaca, província do Cuanza Norte, está a dificultar o escoamento de produtos agrícolas bem como as trocas comerciais entre o campo e a cidade.

De acordo com o director municipal de Ambaca da Agricultura, Silvano Cuto, em declarações sexta-feira, *a Angop, o avançado estado de degradação das vias tem desencorajado os automobilistas a frequentarem às regiões do interior da circunscrição, resultando na deterioração de quantidades consideráveis de produtos agrícolas.

Disse que a situação é agravada pelas chuvas que se abatem sobre a região que estão a tornar intransitáveis às vias que dão acesso às zonas de cultivo

“Estamos num momento crítico, a chuvas caem com regularidade e as vias estão a deteriorar-se cada vez mais e não temos meios para efectuar o transporte para assegurar o escoamento. Muitos produtos vão estragar-se”, sublinhou.

Silvano Cuto revelou ainda que 24 toneladas de batata rena correm o risco de se deteriorarem nas zonas de produção por falta de escoamento.

A fonte fez saber que o município aposta na produção agrícola diversificada e só na época agrícola passada, foram colhidas na região, mais de 173 mil toneladas de produtos diversos com destaque para a mandioca, batata-rena, banana e batata-doce uma empreitada que contou com o envolvimento de três mil famílias organizadas em associações de camponeses.

O responsável referiu que a comuna do Bindo apresenta maior índice de deterioração das estradas, seguida pelas comunas do Máua e Luinga, consideradas as maiores produtoras a nível do município.

Disse que a falta de meios para levar os produtos a outros mercados da província é um outro problema que compromete o escoamento, visto que o mercado local não tem capacidade para absorver toda a produção da circunscrição.

A Estação de Desenvolvimento Agrário (EDA) assiste, no âmbito do Programa de Extensão e Desenvolvimento Rural, três mil famílias organizadas em 36 associações e 12 cooperativas, para além de 24 agricultores particulares. (ANGOP)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA