Cuanza Norte: Bispos católicos impressionados com obras da barragem de Cambambe

Cuanza Norte: Bispos da CEAST visitam obras de construção da segunda central da barragem de Cambambe (Foto: Diniz Simão)

Os bispos católicos que desde o dia dois do corrente mês participam, em Ndalatando, Cuanza Norte, na primeira Assembleia Ordinária da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) de 2016 mostraram-se, no sábado, impressionados com as obras de construção da segunda central da barragem de Cambambe.

A constatação foi feita no final de uma visita que os prelados católicos, em companhia do administrador municipal de Cambambe, Francisco Manuel Diogo, efectuaram àquele que será um dos maiores aproveitamentos hidroeléctricos do país.

Para o arcebispo de Saurimo (Lunda Sul) e porta-voz da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Dom José Manuel Imbamba, quando esta terminar vai contribuir para o desenvolvimento do país.

“Na verdade ficamos impressionados com a obra. São projectos que dignificam os angolanos, que ajudam a economia do país a dar resposta cada vez mais incisiva na vida das pessoas, como sabem a electricidade é indispensável para o desenvolvimento de qualquer país”, sublinhou.

Segundo ainda o prelado, o mesmo projecto vai permitir que o país deixe de ter energia de fontes alternativas (geradores).

Já o arcebispo do Lubango, Dom Gabriel Mbilingui, referiu que teve uma impressão positiva do empreendimento, pois, representa os esforços dos angolanos em desenvolver o país.

“Fiquei impressionado com tudo que vi e deixou em mim aquela esperança de que, com empreendimentos desta natureza, certamente o objectivo em termos de desenvolvimento vai ser atingido”, disse.

Acrescentou que o empreendimento é um dos maiores projectos que vai dar ao país um passo “muito grande”, rumo ao desenvolvimento, e a esperança de que mais populações vão beneficiar de energia eléctrica.

“Foi dito aqui que cerca de cinco milhões de angolanos vão beneficiar só do projecto Cambambe, e isto quer dizer que, se juntarmos os outros dois grandes projectos que existem no mesmo rio, já vemos que mais gente deixarão de estar na escuridão”, afirmou.

Durante a visita ao empreendimento, os bispos percorreram às diferentes áreas que integram o projecto, entre as quais, a casa de força, tomada da água, o muro de contenção das águas que prefigura a barragem propriamente dita assim como outras estruturas da primeira central.

As obras de ampliação da barragem, iniciadas em 2013, contemplam o alteamento da queda, passando de 100 para 130 metros de altura, a construção de uma nova central com quatro grupos geradores de 175 MW cada, perfazendo uma capacidade total de 700 MW, que serão adicionados aos 260 MW da central número um, o que vai permitir a geração de 960 MW de energia, no seu conjunto, após a sua conclusão.

O projecto contempla também a construção de três novas subestações de transformação de energia, com capacidades 400, 220 e 60 kilovolts (KV), que irão suportar o sistema de conexão entre Cambambe um e dois, Capanda e futuramente com a barragem de Laúca, também em construção no mesmo curso.

Quatro mil 100 trabalhadores, maioritariamente angolanos, asseguram os trabalhos de ampliação do empreendimento.

De recordar que o arranque da primeira unidade de produção de energia da segunda central da barragem hidroelétrica de Cambambe (denominada Cambambe II), está prevista para Junho deste ano. (ANGOP)

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