Congresso do CDS marcado pela despedida de Paulo Portas

Paulo Portas . (JOSE SENA GOULAO/LUSA)

Paulo Portas tornou-se líder do CDS-PP em 1998, no Congresso de Braga, tendo estado afastado da direção centrista por apenas dois anos, entre 2005 e 2007.

O primeiro dia do 26.º Congresso do CDS-PP, que decorre até domingo em Gondomar (Porto), deverá ficar marcado pelo discurso de despedida de Paulo Portas, que não se recandidata à liderança do partido a que presidiu durante 16 anos.

Paulo Portas tornou-se líder do CDS-PP em 1998, no Congresso de Braga, tendo estado afastado da direção centrista por apenas dois anos, entre 2005 e 2007, durante a liderança de José Ribeiro e Castro.

A intervenção do ainda presidente dos democratas-cristãos está marcada para cerca das 12:40, antes da pausa para almoço dos congressistas. Assunção Cristas, que deverá suceder a Paulo Portas, irá intervir à tarde no primeiro dia de trabalhos.

O arranque do Congresso está marcado para as 10:30 e contará, ainda no período da manhã, com intervenções do secretário-geral do CDS-PP, António Carlos Monteiro, do coordenador autárquico, Domingos Doutel, do líder parlamentar, Nuno Magalhães, e de Nuno Melo, que se retirou da corrida à liderança do CDS-PP, e que irá apresentar o relatório dos deputados ao Parlamento Europeu.

A até agora única candidata à liderança Assunção Cristas discursa ao Congresso à tarde, a partir das 15:00, no período reservado à apresentação das moções de estratégia global – dez no total – para dar a conhecer o seu documento de 31 páginas, com o título “Ambição e Responsabilidade”.

Apresentam também moções de estratégia global – que não obrigam a uma candidatura à liderança, mas que são obrigatórias para quem é candidato – o líder da tendência Alternativa e Responsabilidade, Filipe Anacoreta, o dirigente e deputado João Almeida, o porta-voz e apoiante da primeira hora de uma candidatura de Nuno Melo, Filipe Lobo D’Ávila, bem como de Telmo Correia, Diogo Feio, João Maria Condeixa, Mattos Chaves (da tendência Direita Social), bem como a Juventude Popular e a Federação dos Trabalhadores Democratas-cristãos.

A discussão das moções está prevista até à meia-noite, quando os trabalhos deverão encerrar. No período entre as 19:00 e as 21:00/22:00 deverão intervir ‘pesos-pesados’ do partido como o ex-ministro da Economia António Pires de Lima e o antigo líder parlamentar António Lobo Xavier.

Assunção Cristas poderá voltar a intervir perante o Congresso ainda no sábado, disse à Lusa fonte oficial do CDS-PP.

O segundo e último dia de reunião magna, no domingo, está reservado à eleição dos novos órgãos do partido, até cerca das 12:00, a que se seguirá o discurso de consagração de Cristas como líder dos centristas. (TVI24)

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