Congo reelege à primeira volta Denis Sassou Nguesso para presidente

(ETIENNE LAURENT/EPA)

Denis Sassou Nguesso o presidente da República do Congo foi reeleito à primeira volta com 60% dos votos. Nas eleições de 2002 e 2009 Nguesso tinha conseguido, respetivamente, 90% e 78% dos votos.

O Presidente da República do Congo (Congo-Brazzaville), Denis Sassou Nguesso, foi reeleito à primeira volta, estendendo os seus 32 anos no poder, informou esta quinta-feira o ministro do Interior.

Raymond Zephyrin Mboulou anunciou os resultados na televisão pública às 03:30 (02:30 em Lisboa), indicando que Nguesso teve 60% dos votos, na sequência das eleições no domingo.

Na quarta-feira, dois candidatos da oposição rejeitaram os resultados parciais que davam Nguesso como vencedor, com 67% dos votos.

Denis Sassou Nguesso, há 32 anos no poder, foi reeleito nas presidenciais de domingo após uma alteração da Constituição que permitiu a sua candidatura.

Os eleitores, chamados às urnas para eleger o primeiro presidente de uma nova república instituída pela alteração da Constituição, escolheram entre nove candidatos.

Nas eleições de 2002 e 2009 Denis Sassou Nguesso obteve 90% e 78% dos votos, respetivamente, em escrutínios boicotados pela oposição.

Desde vez, após ter tentado em vão impedir a mudança da Constituição, a oposição decidiu na sua maioria participar nas eleições para escolher o presidente do país da África Central, com 4,5 milhões de habitantes.

A nova lei fundamental, que acabou com a limitação dos dois mandatos presidenciais, entrou em vigor em novembro, após a sua aprovação por referendo, no que a oposição classificou de “golpe de Estado constitucional”.

Cinco candidatos assinaram um pacto eleitoral comprometendo-se a apoiar na segunda volta quem de entre eles estivesse melhor colocado para enfrentar o presidente cessante.

Segundo estes candidatos, a “rejeição” do presidente que dizem sentir no país é tão forte que Sassou Nguesso só conseguiria ganhar à primeira volta se fizesse batota.

Considerando não estarem reunidas as condições para um escrutínio transparente e democrático, a União Europeia não enviou observadores eleitorais. A União Africana não colocou as mesmas reticências.

Com fronteiras com o Gabão, Camarões, República Centro Africana, República Democrática do Congo e o enclave angolano de Cabinda, o Congo-Brazzaville é o quarto maior produtor de petróleo da África subsaariana, mas a maioria da sua população vive na pobreza. (OBSERVADOR)

por Lusa

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA