Brasil: Pediatra se recusa a atender filho de militante do PT; sindicato apoia atitude da médica

Ariane trabalhou na gestão de Tarso Genro (PT-RS) quando governador. (Reprodução/Rádio Guaíba)

Uma pediatra de Porto Alegre (RS) se recusou a atender uma criança de um ano e meio de idade na última semana pelo simples fato de ser filho de uma militante do Partido dos Trabalhadores (PT).

A situação foi relatada por Ariane Leitão, mãe do pequeno Francisco, uma criança que por sua vez não tem idade para entender nada de política ou da situação do país. A militante publicou o relato em sua página no Facebook e, em pouco tempo, a história viralizou nas redes sociais.

“Na semana passada, no auge dos ataques contra o presidente Lula [após nomeação para ministro da Casa Civil e divulgação dos grampos] fui surpreendida por uma mensagem da pediatra do meu filho a dizer que estava declinando de maneira irrevogável de atender o Francisco por eu ser petista”. Segundo ela, Maria Dolores Bressan, era pediatra do filho de Ariadne “desde que ele nasceu”.

Entretanto, o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul, Paulo Argollo, disse em entrevista ao site Pragmatismo Político que a conduta da médica foi “absolutamente ética”. Para Argollo, a pediatra não tem que arrepender de sua atitude, e sim “se orgulhar, porque agiu de maneira ética e honesta”.

Ariane Leitão, 34, foi secretária de Políticas para as Mulheres do Rio Grande do Sul durante a gestão Tarso Genro (PT-RS). Depois da polêmica em torno do caso, o Conselho Regional de Medicina (Cremers) vai abrir uma sindicância para investigar a denúncia.

Abaixo, veja a mensagem que a médica enviou para Ariane e diga o que achou da atitude dela nos comentários:

“Bom dia Ariane. Estou neste instante declinando em caráter irrevogável da condição de pediatra de Francisco. Tu e teu esposo fazem parte do Partido dos Trabalhadores (ele do PSOL) e depois de todos os acontecimentos da semana e culminando com o de ontem, onde houve escárnio e deboche do Lula ao vivo e a cores, para todos verem (representante maior do teu partido), eu estou sem a mínima condição de ser pediatra do teu filho. Poderia inventar desculpas, te atender de mau humor, mas prefiro a HONESTIDADE que sempre pautou minha vida particular e pessoal.
Se quiser posso fazer um breve relatório do prontuário dele para tu levar a outro pediatra.
Gostaria que não insistisse em marcar consultas mais.
Estou profundamente abalada, decepcionada e não posso de forma nenhuma passar por cima dos meus princípios. Porto Alegre tem muitos pediatras bons. Estarás bem acompanhada.
Espero que compreendas”. (YAHOO)

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