Desmentida detenção do suspeito dos atentados do aeroporto

(DR)

Jornal belga tinha avançado que Najim Laachraoui teria sido detido em Anderlecht.

Homem é procurado desde 4 de dezembro de 2015 por suspeitas de ligações aos ataques de Paris, belga de 25 anos.

O jornal belga Dernière Heure veio desmentir a detenção do homem suspeito do atentado ao aeroporto de Bruxelas. O jornal tinha avançado esta quarta-feira de manhã que Najim Laachraoui teria sido detido em Anderlecht, esta quarta-feira, segundo o jornal belga Dernière Heure. A polícia ainda não confirmou a informação.

Contrariamente ao que tínhamos avançado, o homem detido em Anderlecht não é Najim Laachraoui”, escreve o DH.

Najim Laachraoui foi identificado como o homem de roupas claras captado pelas imagens de videovigilância do aeroporto de Bruxelas. A imagem mostra outros dois homens, irmãos, Khalid e Ibrahim El Bakraoui. A luva na mão esquerda esconderia possivelmente o detonador das bombas.

As autoridades encetaram nas últimas horas uma caça a este homem, que terá abandonado o aeroporto após as explosões.

Natural de Bruxelas, ele faz a ligação entre este ataques e Salah Abdeslam, um dos suspeitos dos atentados à capital francesa, com quem terá viajado para a Hungria. Este homem de 25 anos é apontado como o fabricante das bombas que foram usadas em Paris. Os atentados de Paris mataram 130 pessoas. Nos dois ataques perpetrados em Bruxelas, esta terça-feira, morreram 31 pessoas e mais de 200 ficaram feridas.

Najim Laachraoui era procurado pelas autoridades desde 4 de dezembro, após o seu ADN ter sido identificado nas provas recolhidas dos ataques de Paris de 2015.

Najim Laachraoui esteve na Síria em 2013.

No aeroporto de Bruxelas, foi encontrado um colete de explosivos não detonado. Coloca-se a questão se ele pertenceria a Najim Laachraoui.

Informações não confirmadas oficialmente, mas avançadas pela Sky, dão conta de que o irmão de Najim Laachraoui terá sido o bombista que se fez explodir no metro da capital belga.

O ‘modus operandi’ do atentado

Pelo menos três carros foram usados pelos alegados terroristas de Bruxelas para o duplo atentado de terça-feira: um táxi, um Renault Clio e um Audi S4 preto, avança o diário belga “La Libre Belgique”.

Os suspeitos teriam planeado levar mais explosivos para o aeroporto. O taxista que os transportou para o aeroporto terá contactado, por iniciativa própria, a polícia e explicado que os três homens ficaram zangados quando viram que o táxi que lhes foi atribuído era menos que aquele que tinham pedido.

Das cinco malas que tinham planeado levar tiveram de deixar duas para trás. Quando chegaram ao aeroporto, colocaram as malas nos carrinhos de transporte de bagagem. Duas delas explodiram.

Os alegados terroristas terão apanhado o táxi na zona suburbana de Schaerbeek, que, na terça-feira, foi alvo de várias operações policiais e onde foram encontrados mais explosivos, produtos químicos e uma bandeira do Estado Islâmico.

Imediatamente depois dos atentados, várias testemunhas destacaram a presença de um veículo da marca Audi, de cor escura e sem matrícula, com três ou quatro indivíduos no interior, no aeroporto.

O Estado Islâmico reivindicou o ataque a Bruxelas. Às portas da sede da União Europeia, na capital da Europa, dois atentados fizeram na terça-feira 31 mortos e mais de 200 feridos. Três explosões: duas no aeroporto de Zaventem fizeram 11 mortos e uma na estação de metro de Maelbeek outros 20. O terror atacou o coração da Europa. (TVI24)

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