Analistas põem acordo no BPI nas mãos de Isabel dos Santos

(Foto: D.R.)

Apesar da anunciada ruptura das negociações entre os dois maiores accionistas do BPI, os analistas acreditam que o acordo para resolver o problema da exposição a Angola é o cenário mais provável.

A menos de duas semanas do prazo-limite para o BPI  reduzir a sua exposição a Angola, os analistas acreditam que o acordo entre os dois maiores accionistas do banco está agora nas mãos de Isabel dos Santos.

Numa nota assinada por Carlos Cobo e Juan Carlos Calvo, o Haitong salienta que o banco espanhol já definiu os termos do acordo, estando a bola do lado da empresária angolana.

“Entendemos que as negociações ainda não estão completamente terminadas, mas o CaixaBank parece ter enviado uma mensagem clara sobre o quanto está disposto a ceder”, escrevem os analistas do Haitong. “Agora parece estar nas mãos de Isabel dos Santos decidir se está disposta a aceitar os termos finais do Caixabank ou não”.

Na passada quinta-feira, o Caixabank anunciou a ruptura com Isabel dos Santos, informando que não estão reunidas as condições necessárias para alcançar um acordo com a Santoro Finance.

Ao comunicado do banco espanhol, a filha do presidente angolano respondeu com “total disponibilidade e abertura” para voltar à mesa das negociações tendo em mente “o bem do BPI e do sistema financeiro português”.

Considerando “o quão desafiador seria para o BPI resolver, de forma individual, a sua concentração de risco em Angola”, os peritos do Haitong acreditam que, apesar das dificuldades, “o cenário mais provável será um acordo” entre os dois maiores accionistas do banco.

“Não obstante este retrocesso ao nível das negociações entre o CaixaBank e a Santoro Finance, é nosso entendimento que o cenário de acordo futuro entre as partes continua a ser plausível. Neste contexto, salientamos as declarações públicas nesse sentido por parte dos representantes da Santoro Finance (Mário Leite Silva)”, reforçam os analistas do CaixaBI numa nota de análise divulgada esta terça-feira.

O BPI tem até 10 de Abril para definir a forma como vai reduzir a sua exposição a Angola, como exige o Banco Central Europeu. Há 15 meses que os dois maiores accionistas do banco têm vindo a procurar soluções nesse sentido.

No entanto, e considerando o aproximar da data-limite, os analistas do CaixaBI antecipam que “deverão verificar-se desenvolvimentos em relação a este tema no curto prazo”.

Os títulos do BPI estão a afundar 6,12% para 1,212 euros. (jornaldenegocios) 

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