Ameaça terrorista em França continua elevada, diz ministro

Parisienses prestam homenagem às vítimas do atentado à casa de shows Bataclan, em Paris, que deixou mais de 90 mortos (Reuters)

O nível de ameaça terrorista na França continua elevado, de acordo com o ministro do Interior Bernard Cazeneuve. Segundo ele, o risco de um atentado é “talvez ainda maior do que antes dos atentados de 13 de novembro”.

A prisão de Salah Abdeslam, na sexta-feira (18), um dos suspeitos de ter planeado os atentados que deixaram mais de 130 mortos na França, não atenua a ameaça, de acordo com o ministro.

A rede de terroristas, na verdade, é bem maior e mais articulada do que o esperado. “Ainda há muito a ser feito. Sejamos prudentes, e trabalhemos para que a investigação possa continuar, com o depoimento de Salah Abdeslam e outros jihadistas que ainda devem ser presos”, declarou o ministro francês.

Depois da detenção do jihadista, a Interpol recomendou que a vigilância nas fronteiras continuasse reforçada, já que muitos cúmplices “poderiam tentar fugir”.

O governo francês já havia aumentado o contingente de policiais em aeroportos e estações de trem desde os atentados de 13 de novembro, destacando mais de 5000 policiais.

“Ainda vamos acrescentar forças suplementares”, disse Cazeneuve no ao canal de TV francês TF1 neste sábado (19). A medida, disse o ministro, permitiu o controle de seis milhões de pessoas e impediu cerca de 10 mil de entrarem no território.

Salah Abdeslam vai recusar extradição

Salah Abdeslam, suspeito de ter planeado os atentados de 13 de novembro em Paris, foi indiciado neste sábado em Bruxelas por assassinato e participação em um grupo terrorista.

Durante seu interrogatório, depois de deixar o hospital na capital, ele afirmou que havia planeado cometer um atentado suicida no estádio em Saint Denis, na noite dos ataques, mas “voltou atrás”, de acordo com informações do procurador de Paris François Molins.

Segundo o advogado do jihadista, Sven Mary, ele vai recusar sua extradição para a França. O processo deverá demorar, no total, 3 meses, de acordo com o ministro da Justiça francês. O jihadista está actualmente detido em um presídio na cidade de Bruges, em um sector reservado para terroristas. (RFI)

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