Abertura dos mercados: Bolsas europeias sem tendência definida. Euro e petróleo em queda

(Bloomberg)

As bolsas europeias estão a negociar sem uma tendência definida nesta última sessão da semana. O euro está a perder terreno face ao dólar e os preços do “ouro negro” estão a recuar.

Os mercados em números

PSI-20 soma 0,14% para 5.167,83 pontos

Stoxx 600 cresce 0,03% para 340,77 pontos

Nikkei desvalorizou 1,25% para 16.724,81 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos cedem 1,2 pontos base para 2,843%

Euro recua 0,25% para 1,1290 dólares

Petróleo em Londres desce 0,34% para 41,40 dólares o barril

Bolsas europeias sem tendência

As bolsas europeias estão a negociar sem uma tendência definida. A liderar as quedas no Velho Continente está o francês CAC40 que desce 0,27%, seguido do espanhol IBEX35, que perde 0,22%. Milão, Lisboa e Londres estão, em sentido contrário, do lado dos ganhos, com o PSI-20 a liderar ao subir 0,14%.

Na bolsa de Lisboa, destaque para os títulos da Impresa e Teixeira Duarte. Esta é a última sessão que as duas empresas vão negociar no PSI-20, o principal índice da praça de Lisboa. A partir de segunda-feira, as cotadas estarão a negociar na bolsa de Lisboa. Esta decisão é fruto da revisão anual do índice. Para o lugar destas duas empresas vão entrar a Corticeira Amorim, a Sonae Capital e também o fundo do Montepio.

Nas bolsas asiáticas a sessão foi de ganhos, com excepção para as praças japonesas. Em Tóquio, o Nikkei encerrou a cair 1,25% e o Topix recuou 1,02%.

Juros em queda em dia de “rating”

Os juros da dívida pública portuguesa estão a cair, em quase todos os prazos, no mercado secundário. As “yields” a dez anos, prazo considerado de referência, estão a descer 1,2 pontos base para 2,843%. No caso das obrigações alemães verifica-se também uma descida em todas as maturidades, com as obrigações a dez anos a caírem 2,3 pontos base para 0,206%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 261,0 pontos.

Esta sexta-feira a Standard & Poor’s (S&P) tem a opção de rever o “rating” de Portugal. Isto depois de no início do mês a Fitch ter mantido a notação de Portugal em “BB+”, um nível abaixo de grau de investimento.

Euro em queda

A moeda da Zona Euro está a recuar face ao dólar, isto depois de moeda norte-americana ter estado a ser penalizada pelo facto de a Reserva Federal dos Estados Unidos(Fed) ter mostrado uma retórica mais suave para a evolução das taxas de juro. “O facto de não terem subido as taxas de juro” e terem reduzido “as expectativas para subidas futuras em 2016 prejudicou obviamente o dólar”, disse à Bloomberg esta sexta-feira Derek Mumford, director da australiana Rochford Capital Pty. O euro, por esta altura, cede 0,25% para 1,1290 dólares.

Petróleo cede

Os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais. A negociação da matéria-prima está a ser marcada pelo facto de o dólar ter enfraquecido em relação aos pares, pressionado pelos sinais de que os bancos centrais vão continuar a injectar estímulos nas economias. Além disso, em destaque no mercado petrolífero está o facto de a produção de petróleo nos Estados Unidos ter caído 10 mil barris por dia para 9,07 milhões de barris. Por outro lado, de acordo com os dados oficiais, as reservas expandiram para 1,32 milhões de barris, o ganho mais reduzido em cinco semanas.

O West Texas Intermediate desce 0,17% para 40,13 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações europeias, recua 0,34% para 41,40 dólares por barril.

Ouro brilha

A cotação do ouro está a aproximar-se de um ganho semanal, impulsionado pela queda recente da moeda norte-americana. A cotação do dólar tem sido penalizada pelo facto de a Fed ter mostrado alguma reserva quanto à evolução das taxas de juro, o que aumentou o apetite dos investidores por activos de refúgio, como é o caso do metal amarelo. O ouro para entrega imediata soma 0,33% para 1.262,10 dólares por onça.

Destaques do dia

Banco CTT: Vamos “tirar partido da força dos carteiros”. Até os carteiros vão ter um papel no Banco CTT. A gestão está a “trabalhar para tirar partido de uma força que tem uma presença muito próxima das comunidades”.

O dia em que Lula foi ministro por 40 minutos. Uma decisão judicial travou a nomeação do ex-Presidente da República brasileiro como ministro do Governo Dilma, no mesmo dia em que a Presidente viu reacender-se o processo que pode levar à sua destituição. E agora, Brasil?

Preocupação sem alarme das empresas portuguesas no Brasil. Da hotelaria à construção civil, os empresários lusos acompanham os desenvolvimentos políticos com preocupação. O maior receio é que desapareça o clima de confiança naquele mercado. E se percam investimentos.

Carnaval político põe mercados a sambar. A expectativa crescente de que Dilma Rousseff não consiga terminar o seu mandato e haja uma mudança no governo do país acelerou as acções e a moeda brasileiras. O Ibovespa já sobe 18% em 2016, o melhor desempenho a nível mundial.

UE já tem um acordo para apresentar à Turquia esta sexta-feira. Os líderes da União Europeia chegaram a acordo, já na madrugada desta sexta-feira, no que diz respeito aos migrantes e refugiados, tendo delineado uma proposta que vai ser apresentada hoje à Turquia.

Depois da Fitch, a S&P também vai mexer na perspectiva de Portugal? A agência tem a opção de se pronunciar sobre Portugal. A perspectiva para o “rating” é estável. O Commerzbank diz que pode descer.

O que vai acontecer hoje

“Rating” de Portugal. A Standard & Poor’s tem agendada uma possível revisão do “rating” de Portugal. Além de Portugal, a agência de notação financeira poderá rever também o “rating” da Áustria e da Finlândia. A DBRS revê a notação financeira de Itália.

Confiança nos EUA. A Universidade de Michigan publica o indicador de confiança, relativo a Março. Os economistas consultados pela Bloomberg antecipam um aumento da confiança, com uma subida do índice de 91,7 para 92,2 pontos. (Jornal de Negocios)

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