Abertura dos mercados: Bolsas europeias e petróleo em alta. Euro alivía

(Bloomberg)

As bolsas europeias estão a negociar em terreno positivo, recuperando assim das perdas recentes. Os preços do petróleo estão a avançar nos mercados internacionais. Por outro lado, o euro está a aliviar dos ganhos recentes.

Os mercados em números

PSI-20 soma 1,68% para 4.963,90 pontos

Stoxx 600 valoriza 1,85% para 339,67 pontos
Nikkei fechou a subir 0,51% para 16.938,87 pontos

“Yield” a 10 anos de Portugal desce 7,9 pontos base para 3,054%

Euro cede 0,54% para 1,1118 dólares

Petróleo soma 1,57 % para 40,68 dólares por barril, em Londres

Bolsas europeias em alta

As principais bolsas europeias estão a negociar em alta nesta última sessão da semana. O principal índice da bolsa italiana lidera os ganhos no Velho Continente, subindo 2,83%, seguido pelo espanhol IBEX35, que valoriza 2,50%. O Stoxx600, índice de referência soma 1,85%.

Este comportamento das praças do Velho Continente tem lugar depois de ontem o Banco Central Europeu (BCE) ter anunciado cortes das taxas de juro e do reforço do programa de compra de activos. Por outro lado, na conferência de impressa, Mario Draghi indicou que este poderia ser a última intervenção do banco central, suscitou a inversão da tendência de ganhos que estava a ser registada durante a sessão.

Na Ásia, a sessão foi de ganhos, com o mercado a ser impulsionado pelo facto de o banco central da China ter voltado a fortalecer a moeda chinesa, o yuan.

Juros em queda

Os juros da dívida soberana portuguesa, no mercado secundário, estão a recuar em todos os prazos. A dez anos, o prazo considerado de referência, as “yields” estão a descer 7,9 pontos base para 3,054%. No caso da dívida alemã, verifica-se uma queda das taxas de juro. A dez anos, os juros recuam 3,5 pontos base para 0,271%.

Ontem, os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro, especialmente da periferia, afundaram após o BCE anunciar novas medidas, que surpreenderam o mercado. Mas, inverteram a tendência, encerrando a sessão a subir.

Euro alivia dos ganhos recentes

Depois de esta quinta-feira a moeda da Zona Euro ter negociado acima dos 1,12 dólares, impulsionado pelo aviso de Draghi, que considerou que as medidas apresentadas ontem (um corte na taxa de referência, de depósitos e financiamento e o alargamento da compra de activos – surpreendendo o mercado, pela dimensão do reforço do programa de estímulos) são suficientes, indicando que não pretende voltar a intervir. Por esta altura, a divisa da Zona Euro está a aliviar um pouco os ganhos, cedendo 0,54% para 1,1118 dólares.

Petróleo em alta

O barril de Brent, negociado no mercado londrino, deverá encerrar esta semana com um ganho superior a 5% e, assim, completar um ciclo de três semanas consecutivas em alta em que acumula uma valorização superior a 23%. O preço do barril que serve de referência às importações europeias ganha esta sexta-feira, 11 de Março, 1,57% para negociar nos 40,68 dólares. Nos Estados Unidos, o West Texas Intermediate avança 2,17% para transaccionar nos 38,66 dólares e aproxima-se da quarta semana consecutiva de ganhos.

Após as fortes quedas registadas no início de 2016 – que levaram o preço da matéria-prima para valores próximos dos 25 dólares -, o petróleo está de regresso aos ganhos, tendo superado, esta semana, e pela primeira vez este ano, a barreira dos 40 dólares no mercado londrino. Alguns investidores acreditam que o “pior já passou” e que estamos perante “o início do fim do movimento de queda” do preço do petróleo. Não esperando, porém que a matéria-prima transaccione muito acima dos 40 dólares por barril.

Ouro beneficia com Draghi
O Ouro ganhou terreno depois de Mario Draghi ter indicado ontem que não deverá voltar a cortar as taxas de juros. Ainda assim, por esta altura, a cotação do metal amarelo para entrega imediata recua 0,35% para 1.267,84 dólares por onça.

Destaques do dia

O impacto do BCE no Estado, empresas, famílias e investidores. Mario Draghi aumentou o “poder de fogo” da “bazuca” de estímulos, elevando as compras de dívida pública mas também abrindo a porta à dívida das cotadas. As empresas vão ter financiamento mais barato, tal como as famílias. Os investidores, cépticos da eficácia das medidas, fizeram tombar os mercados.

Comissões de manutenção sobem seis vezes acima da inflação. Ter uma conta bancária está cada vez mais caro. Custa, em média, quatro euros por mês, mais 43% do que há cinco anos. Um forte crescimento numa comissão cobrada pelos bancos que supera largamente o aumento do custo de vida no mesmo período.

Orçamento Rectificativo será decidido em Maio. Falando em Lisboa ao lado de Centeno, o comissário Moscovici optou por um discurso abertamente conciliador. Mas a mensagem não mudou: até meados de Abril, os planos têm de estar sobre a mesa para que se possam tomar decisões em Maio.

Justiça ainda tem quatro investigações aos “swaps”. A comissão de inquérito aos contratos financeiros subscritos por empresas públicas começou, em Junho de 2013, com o anúncio de quatro processos em investigação no Ministério Público. Passaram-se quase três anos e as averiguações ainda se mantêm, sob segredo.

O que vai acontecer hoje

Inflação na Alemanha. Será conhecido o índice de preços no consumidor, na Alemanha.

Comércio internacional em Portugal. O INE publica estatísticas do comércio internacional, em Janeiro.

Ratings da Grécia e União Europeia. Entre as revisões de “rating” de dívida soberana agendadas para esta sexta-feira pelas agências de notação financeira destaca-se o “rating” da Fitch para a Grécia e da Moody’s para a União Europeia.

Relatório sobre petróleo. A Agência Internacional de Energia publica o relatório mensal sobre petróleo, com a análise e previsões sobre a evolução da oferta, procura e dos preços da matéria-prima. (Jornal de Negocios)

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