Abertura dos mercados: Bolsas em alta pela quinta sessão. Petróleo em queda

(Bloomberg)

As bolsas europeias estão a valorizar pela quinta sessão consecutiva, enquanto o petróleo segue em terreno negativo, antes de serem conhecidos os dados das reservas nos EUA.

Os mercados em números

PSI-20 sobe 1,02% para 4.879,68 pontos

Stoxx 600 ganha 0,68% para 341,03 pontos

Nikkei valorizou 4,11% para 16.746,55 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 2,2 pontos base para 3,034%

Euro sobe 0,03% para 1,0871 dólares

Petróleo em Londres desce 0,52% para 36,62 dólares o barril

Bolsas europeias em alta pela quinta sessão

As bolsas europeias estão em alta pela quinta sessão consecutiva esta quarta-feira, 2 de Março, impulsionadas pela banca e pelo sector automóvel. Na bolsa nacional, o PSI-20 ganha 1,02% para 4.879,68 pontos, com o BPI a liderar as subidas. O banco comandado por Fernando Ulrich dispara 9,45% para 1,17 euros, depois de ter sido noticiado que o CaixaBank estará a negociar a compra da participação de Isabel dos Santos no BPI.

Juros a dez anos acima de 3%

Os juros da dívida pública portuguesa estão a registar subidas ligeiras, em linha com a tendência da generalidade dos países europeus. A ‘yield’ associada às obrigações a dez anos sobe 2,2 pontos base para 3,034%. Em Espanha, na mesma maturidade, o aumento é de 2,6 pontos para 1,515%.

Euro sobe pela primeira vez em quatro sessões

A moeda única europeia está a valorizar ligeiramente face ao dólar depois de três sessões consecutivas de perdas, numa altura em que os investidores aguardam pela reunião do Banco Central Europeu (BCE) na próxima semana, em que Mario Draghi poderá anunciar um reforço dos estímulos à economia. O euro sobe 0,03% para 1,0871 dólares.

Em queda esteve o yuan offshore depois de o Banco Popular da China ter cortado a taxa de referência para o valor mais baixo em quatro semanas, e de a Moody’s ter ameaçado cortar o “rating” do país e reduzido o outlook para “negativo”.

Petróleo cai antes das reservas

O petróleo está a negociar em terreno negativo, antes de serem conhecidos os dados sobre as reservas de crude dos Estados Unidos. Numa altura em que o excesso de oferta global tem pesado sobre os preços, os dados da Administração de Informação de Energia deverão mostrar que as reservas voltaram a subir na semana passada, mantendo-se no nível mais elevado em mais de oito décadas.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 1,37% para 33,93 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, recua 0,52% para 36,62 dólares.

Ouro desce com subida das acções

O metal precioso está a negociar em queda pela segunda sessão consecutiva, com a subida das acções a reduzir a procura por activos considerados mais seguros, como é o caso do ouro. O preço da onça desce 0,47% para 1.226,39 dólares. Já a prata cai 0,19% para 14,7966 dólares.

Destaques do dia

Fim de entraves à desblindagem é saída no caso BPI. Passar a lei a recomendação da CMVM sobre o levantamento de obstáculos ao fim do limite de votos. É esta a proposta em cima da mesa de António Costa, que é solução para o BPI. Alteração anulará veto de Isabel dos Santos à cisão dos activos africanos.

CaixaBank estará a negociar posição de Isabel dos Santos no BPI. O CaixaBank estará a negociar a compra da participação de Isabel dos Santos no BPI, avança a Bloomberg. Negócio obrigaria a OPA sobre o banco de Fernando Ulrich e resolveria o problema da instituição em Angola.

Tesouro “esvazia” depósitos com recompras de dívida. A resolução ao Banif obrigou o IGCP a procurar reforçar os depósitos do Estado em 2016. Mas o instituto realizou três recompras de dívida, financiadas em grande parte pela almofada financeira. O objectivo para este ano passou a ser, assim, de redução.

Amorim é o mais rico, mas só Soares dos Santos sobe na lista da Forbes. O empresário manteve exactamente a mesma posição que no ano passado, apesar de ter visto a sua fortuna encolher, tal como Belmiro de Azevedo. Alexandre Soares dos Santos foi o único dos três portugueses a aumentar a fortuna.

Donas das bolsas dão o exemplo num ano de menos negócios. A disputa pela London Stock Exchange, com pelo menos três gestoras interessadas, contribuiu para elevar o total das fusões e aquisições este ano. Mas o valor permanece inferior a 2015.

Novas cotadas contam-se pelos dedos das mãos. As estreias em bolsa caíram 44% este ano, quando comparado com o mesmo período do ano passado. O montante encaixado pelas empresas afundou 75% para 6,2 mil milhões de euros.

O que vai acontecer hoje

Jerónimo Martins. Apresentação de resultados de 2015.

Zona Euro. Índice de preços no produtor em Janeiro.

Estados Unidos. Relatório da ADP sobre o emprego em Fevereiro; Reserva Federal divulga Livro Bege. (Jornal de Negocios)

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