Abertura dos mercados: Bolsas em alta ligeira. Juros e euro em queda antes do BCE

(Bloomberg)

As bolsas europeias negoceiam em alta ligeira com os investidores a aguardarem a conclusão da reunião do BCE. Os juros da dívida estão em queda, tal como o euro e o petróleo.

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,12% para 4.892,79 pontos

Stoxx 600 ganha 0,18% para 339,74 pontos

Nikkei valorizou 1,26% para 16.852,35 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 2,8 pontos base para 3,132%

Euro recua 0,23% para 1,0974 dólares

Petróleo em Londres desce 1,24% para 40,56 dólares o barril

Bolsas europeias em alta ligeira

As bolsas europeias estão a negociar em alta ligeira esta quinta-feira, 10 de Março, numa altura em que o mercado aguarda pelas conclusões da reunião do Banco Central Europeu (BCE). O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, sobe 0,18% para 339,74 pontos.

Na bolsa nacional, o PSI-20 avança 0,12% para 4.892,79 pontos, impulsionado pela Galp Energia e pelo BCP. A petrolífera soma 1,29% para 11,025 euros enquanto o banco liderado por Nuno Amado ganha 0,78% para 3,89 cêntimos.

Juros portugueses acompanham alívio na Europa

Os juros da dívida pública portuguesa estão a descer, acompanhado a tendência da generalidade dos países europeus. A “yield” das obrigações a dez anos cai 2,8 pontos base 3,132%. Isto depois de o Tesouro português ter ido ao mercado colocar 1.215 milhões de euros em obrigações a cinco e dez anos e ter pago juros mais elevados.

Em Espanha, os juros da dívida a dez anos descem 2 pontos base para 1,545% enquanto na Alemanha o alívio é de1,5 pontos para 0,226%.

Euro em queda à espera do BCE

A moeda única europeia está a negociar em queda pelo terceiro dia consecutivo, com os investidores a aguardarem a reunião do Banco Central Europeu (BCE) esta quinta-feira.

Entre as principais divisas mundiais, o euro foi a que registou o pior desempenho no último mês, caindo 3% face ao dólar desde o dia 10 de Fevereiro, devido à especulação de que Mario Draghi anunciará um corte na taxa dos depósitos e um reforço do seu programa de compra de dívida.

O euro desce, nesta altura, 0,23% para 1,0974 dólares.

Petróleo desvaloriza com queda das reservas de gasolina

O petróleo está a negociar em baixa nos mercados internacionais, depois de ter sido revelado que a crescente procura por gasolina nos Estados Unidos levou as reservas deste combustível a atingirem o valor mais baixo desde Janeiro.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, perde 0,78% para 37,99 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, recua 1,24% para 40,56 dólares.

Segundo os dados divulgados pela Administração de Informação de Energia, as reservas de gasolina diminuíram em 4,53 milhões de barris na semana passada, ao passo que as reservas de crude aumentaram em 3,88 milhões de barris para um total de 521,9 milhões.

Ouro desce pela terceira sessão

O metal precioso negoceia em queda pela terceira sessão consecutiva, à espera da conclusão da reunião do BCE. O ouro desce 0,58% para 1.246,00 dólares por onça. Ainda assim, acumula uma valorização de cerca de 17% desde o início do ano, um período marcado pela forte volatilidade nos mercados, que aumentou o apetite por activos considerados mais seguros.

A prata também segue com sinal vermelho. Perde 0,46% para 15,2250 dólares.

Destaques do dia

Maior fundo da Europa com exposição recorde à bolsa portuguesa. O Fundo Soberano da Noruega aumentou a exposição à bolsa, mas também à dívida de entidades portuguesas. As aplicações em acções nacionais atingiram o valor mais elevado de sempre.

A nota alarmante da Capital Economics sobre Portugal vista à lupa. A consultora britânica alertou para as consequências de um eventual corte da DBRS e para a exclusão do programa compras do BCE. E referiu que nesse cenário os juros subiriam para 8%, níveis que levaram ao resgate.

Diaz-Alvarez: “Portugal é dos países que mais beneficiará das medidas do BCE”. Mario Draghi deverá anunciar novos estímulos à economia da Zona Euro, defende Enrique Diaz-Alvarez. Algo que o responsável da Ebury acredita que irá pressionar as taxas de juro e desvalorizar o euro, colocando Portugal no topo dos mais beneficiados.

Um ano depois, Draghi volta à estaca zero. O que vai fazer? As compras de dívida soberana arrancaram há um ano. Mas a inflação na Zona Euro voltou a negativo e, por isso, o BCE deverá anunciar mais medidas. Será que terão efeito?

Primeiro leilão de Costa atinge os juros mais altos desde 2014. Portugal pagou juros mais altos. Um reflexo da incerteza política, que deu à dívida nacional o pior desempenho no primeiro ano de compras do BCE.

O que vai acontecer hoje

INE. Índice de Preços no Consumidor, em Fevereiro; Índice de Produção, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Construção e Obras Públicas, em Janeiro.

BCE. Reunião do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu. (Jornal de Negocios)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA