Zaire: Província ganha 27 quilómetros novas estradas este ano

A via possui um conjunto de infra-estruturas de iluminação e de escoamento de águas pluviais e residuais (Foto: Clemente dos Santos)

Os seis municípios da província do Zaire vão este ano ganhar um mínimo de quatro quilómetros de estradas construídas cada, no âmbito do projecto de intervenção nas vias urbanas, informou o director provincial das Obras Públicas, Eduardo Jorge Chilembo.

De acordo com aquele gestor público, o município do Soyo e Nzeto vão beneficiar de cinco e seis quilómetros de estradas cada, enquanto Mbanza Congo, capital da província, Kuimba, Tomboco e Nóqui beneficiarão todos de quatro quilómetros.

A execução de cada via tem um prazo de dois meses.

O projecto, que se encontra em execução naquelas localidades, está inserido no Programa de Investimentos Públicos (PIP) da província do Zaire, que prevê a construção de 20 quilómetros de estradas em cada município, totalizando 120 estradas em toda província.

Segundo a previsão, disse Eduardo Chilemmbo, os 120 quilómetros de estradas seriam executados ainda este ano, mas devido aos constrangimentos finaceiros do país teve que se ajustar o programa e fazer-se contenções.

A execução desse projecto começou no PIP 2015 e neste mesmo ano foram construidos já um total cerca de sete quilómetros de estradas nos municípios de Mbanza Congo, Soyo e Kuimba.

As obras contemplam um conjunto de infra-estruturas essenciais como rede de água potável, esgoto, iluminação pública e domiciliária, rede de drenagem de águas pluviais, passeios e lancis.

Em relação à execução do projecto, o director das Obras Públicas, sublinhou que os constrangimentos financeiros que o país vive impôs um abrandamento. “Um abrandamento para prosseguir a posterior, mas isso não significa que as obras pararam. Houvem um abrandar em função das circunstâncias que vivemos”, disse.

“Nós estamos a trabalhar com os empreiteiros para não parar. Poderão abrandar em função da crise, mas não paralizar as obras porque a remobilização é muito onerosa e fará com que haja um desperdício em termos de tempo. A crise é passageira e as empresas contratadas têm contrato e garantia do Governo que se vai pagar o trabalho”, informou, revelando que as construtoras estão usando seus dinheiros para executar as obras.

Por outro lado, as zonas que se beneficiaram desses serviços ficaram mais valorizadas e atraíram a construção de mais residências.

Por exemplo, é notável ao longo da via Kianganga, que tem uma extensão de três quilómetros, muitas novas residências.

Alguns munícipes que circulavam pela via, assim como moradores reconheceram os benefícios da obra. É o caso do senhor Valentim António Popas, que disse que a via era muito acidentada por causa dos buracos causados pelas águas das chuvas que arrastavam as areias, provocando até mesmo ravinas.

“Agora as coisas estão melhores”, reconheceu ele.

Por sua vez, António Baineves, condutor, referiu que a rua fazia muita poeira antes de ser construídas.

“ Se todas as vias estiverem assim, o município se desenvolverá rapidamente e as doenças causadas pela poeira desaparecerão, disse o interlocutor.

A província do Zaire está situada no extremo noroeste de Angola, tem uma área de cerca de 40 mil e 130 quilómetros quadrados e uma população estimada em 600 mil habitantes. (ANGOP)

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