União Europeia: Ministros dos 28 voltam a reunir-se hoje com Schengen na agenda

Ministros da União Europeia reunem para analisar a situação dos refugiados que continuam a chegar aos milhares à Grécia e Itália Foto: Lusa/D.R

A livre circulação dentro do espaço Schengen, no âmbito da crise dos refugiados, e a criação da guarda europeia costeira dominam a agenda de hoje da reunião de ministros da União Europeia da Justiça e do Interior, em Bruxelas.

Com início marcado para as 10:00 locais (09:00 de Lisboa) e sob a presidência do ministro para as Migrações holandês, Klaas Dijkhoff, o encontro abordará a proposta de regulamento de reforço de controlo nas fronteiras externas de cidadãos da União Europeia (UE).

Na agenda estará também a criação da guarda europeia costeira, proposta pela Comissão Europeia em dezembro, para monitorizar os fluxos migratórios, identificar pontos fracos e responder em situação de risco.

Na sequência da cimeira de chefes de Estado e de Governo da semana passada, os ministros vão discutir hoje, além da implementação de medidas e eventuais novas ações, a possibilidade da aplicação do artigo 26.º do código de Schengen, que prevê o prolongamento de controlos fronteiriços.

A situação vivida na rota dos Balcãs será tratada num encontro, à margem do conselho de ministros, entre representantes da presidência holandesa da UE, Comissão Europeia, Alemanha, Áustria, Eslovénia, Croácia, Sérvia, Macedónia, Grécia e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

A presidência semestral holandesa da UE convidou o ministro do Interior turco para um almoço, com vista à cimeira entre os 28 e a Turquia no início de março.

Portugal estará representado pela ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa.

Há dois dias, a Organização Internacional das Migrações (OIM) informou que mais de 100.000 refugiados e migrantes chegaram à Europa através do Mediterrâneo desde janeiro e 413 morreram a tentá-lo.

À Grécia chegaram, só em fevereiro, mais de 35.000 refugiados e migrantes, 48% dos quais oriundos da Síria, 25% do Afeganistão, 17% do Iraque, 3% do Irão e 2% do Paquistão.

Em Itália, em contrapartida, durante fevereiro “foram reportados vários dias sem chegadas, devido às duras condições do mar”. Só num dia, segunda-feira passada, 940 pessoas foram resgatadas no Canal da Sicília.

A maioria dos migrantes que chega a Itália é proveniente de África — Marrocos, Guiné-Conacri, Senegal, Gâmbia, Nigéria ou Somália, entre outros países. (Agência Lusa)

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