Terapias usam realidade virtual para tratar fobias. Veja como funciona (vídeo)

(EURONEWS)

O uso da realidade virtual no tratamento de fobias tem vindo a generalizar-se em vários países. No hospital Van Gogh, em Charleroi, na Bélgica, os pacientes visualizam as imagens 3D que lhes provocam mal-estar graças a uns óculos especiais,

Nathalie sofre de fobia das multidões e de acrofobia, o medo das alturas.

“A pessoa que vai fazer um exercício com realidade virtual sabe que está num ambiente seguro, mas o cérebro reage como se o ambiente fosse real. Nós jogamos com essa diferença para ajudar as pessoas durante os exercícios da terapia. No início, a terapia virtual baseava-se no uso de jogos de vídeo. Usávamos as imagens dos jogos para tratar a acrofobia, o medo das alturas e o stresse pós-traumático”, explicou o psicólogo Noël Schepers.

Como há vários tipos de fobias, os investigadores têm vindo a desenvolver programas adaptados às necessidades de cada distúrbio. Na Suíça, os cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) criaram uma máquina que produz efeitos muito específicos.

“Para conceber a nossa máquina de substituição da realidade pensámos que mais do que criar um conteúdo em 3D seria interessar filmar uma cena panorâmica com o som e imagem o que permite viver uma experiência mais verdadeira graças à realidade virtual”, explicou o neurocientista Bruno Herbelin, da EPFL.

Em países como os Estados Unidos e o Canadá, a realidade virtual tornou-se parte integrante do tratamento das fobias. Mas alguns cientistas afirmam que ainda é cedo para conhecer todos os efeitos da terapia, nomeadamente, a forma como o cérebro reage, no longo prazo, a uma exposição prolongada às imagens 3D. (EURONEWS)

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