Sete distritos a vermelho no domingo

(TVI24)

Ondas com mais de sete metros, chuva e vento levam a um agravamento das condições do tempo

Sete distritos vão estar em alerta máximo para o agravamento do estado do tempo. A partir das 12:00 de domingo, sete distritos em aviso vermelho, devido à agitação marítima. Os sete distritos com aviso vermelho são Lisboa, Santarém, Leiria, Coimbra, Aveiro, Porto, Braga e Viana do Castelo.

“Ondas de noroeste a atingir os sete a oito metros, a partir do meio-dia de amanhã e que se devem manter até ao meio-dia de segunda-feira”, disse o meteorologista Bruno Café à TVI.

O meteorologista também acrescentou que o IPMA “aumentou para aviso laranja os distritos a norte do Cabo Raso, por causa de rajadas” de vento.

Para este sábado “mantém-se uma precipitação persistente nos distritos de Viana, Braga, Porto e Aveiro, que pode ser forte até ao final da tarde de hoje”, referiu.

Dez distritos sob aviso laranja este sábado

Ao início da manhã, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) aumentou para dez o número de distritos sob aviso meteorológico laranja, mais seis do que no final do dia de sexta-feira.

Faro, Setúbal, Lisboa, Leiria, Beja e Coimbra constam hoje também da lista de aviso meteorológicos de chuva intensa e forte agitação marítima, juntando-se a Porto, Viana do Castelo, Aveiro e Braga.

Nesses dez distritos, o IPMA espera ondas com cinco a sete metros, mas que durante o dia podem vir a atingir dez a 12 metros de altura máxima, e chuva persistente e por vezes forte.

Nos distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Leiria, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga o IPMA alerta para a queda de neve acima dos 600 metros.

Em Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco o IPMA alerta para rajadas de vento na ordem dos 100 quilómetros por hora.

Este sábado está céu muito nublado ou encoberto na zona norte e centro do país, com períodos de chuva por vezes forte e persistente e possibilidade de ocorrência de trovoada no final do dia, na região norte.

Para a região sul, o IPMA prevê céu muito nublado oiu encoberto, com períodos de chuva em geral fraca, vento moderado, neblina ou nevoeiro e pequena subida da temperatura mínima.

Na zona da Grande Lisboa, céu muito nublado ou encoberto, períodos de chuva, em geral fraca, vento moderado que pode tornar-se forte a partir do inicio da tarde.

Já para o Grande Porto, céu muito nublado ou encoberto, com períodos de chuva por vezes forte e persistente, que poderá passar a aguaceiros a partir do final da tarde.

Mais de 150 ocorrências até meio da manhã de sábado

A Autoridade Nacional da Proteção Civil já registou hoje 152 ocorrências devido ao mau tempo, a maioria cheias, inundações e deslizamentos de terras, e ainda a suspensão de comboios em três linhas ferroviárias do país.

Segundo a mesma fonte, em declarações à Lusa, o balanço do mau tempo nas primeiras horas de hoje mostra que aconteceu “o que era expetável”, e que foi nas bacias previstas que se registaram as maiores cheias e inundações.

Aveiro, com 29 ocorrências, foi o distrito mais fustigado pelo mau tempo, seguindo-se Braga (27 ocorrências), Coimbra (24) e o Porto (23), segundo dados da mesma fonte.

As cheias em Oliveira do Hospital, em Vila de Avô.

“Mas as ocorrências registadas não estão a criar constrangimentos à população em geral”, afirmou, adiantando que, além das estradas que foram cortadas devido ao mau tempo, por estarem inundadas, as cheias e inundações levaram a suspender a circulação ferroviária nas linhas da Beira Alta, no concelho Mortágua (distrito de Viseu), do Norte, em Estarreja (distrito de Aveiro) e, a mais recente, a linha do Douro no concelho de Baião (distrito do Porto).

O balanço da Proteção Civil durante as 24 horas do dia de sexta-feira era de 458 ocorrências em todo o país relacionadas com episódios de mau tempo, sobretudo inundações e deslizamentos de terra. Águeda foi um dos locais mais críticos.

Jorge Almeida, da Proteção Civil de Águeda, admitiu que o dia de hoje pode vir a ser “bastante complicado”, pelo que a proteção civil municipal tem todo o sistema de vigilância montado e o parque de máquinas operacional para acorrer aos vários deslizamentos de barreiras. Águeda sofreu, na sexta-feira, as maiores cheias dos últimos anos.

De acordo com o autarca, a situação melhorou durante a noite, fruto da acalmia das condições de tempo ontem [sexta-feira] ao final da tarde, mas o Rio já está outra vez a subir, devido à chuva que cai ininterruptamente desde as 03:00 na zona do Caramulo.

Inundações obrigam ao realojamento de 20 pessoas

O mau tempo obrigou ao realojamento de 20 pessoas depois de o acampamento cigano onde viviam, em Valença, ter ficado inundado, disse à Lusa a proteção civil.

De acordo com o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viana do Castelo “o acampamento cigano, situado junto ao cais, por baixo da ponte Eiffel de Valença foi inundado cerca das 10:00 com a subida das águas do rio Minho”.

As 20 pessoas, adiantou a fonte, “foram realojadas em duas habitações disponibilizadas pela Câmara de Valença”.

Em Monção, o rio Minho já inundou a zona da Lodeira, “e obrigou à evacuação de uma corte onde se encontravam guardados vários animais”.

Já em Ponte de Lima, situação mais grave registada no distrito de Viana do Castelo, “a situação está estável”.

Contactado pela agência Lusa, o comandante dos bombeiros Voluntários, Carlos Lima, adiantou que o rio Lima subiu, na sexta-feira, ao Passeio 25 de abril ameaçando cerca de 20 estabelecimentos comerciais situados naquela zona ribeirinha”.

À Lusa o vereador da proteção civil municipal, Vasco Ferraz, destacou a “excelente colaboração”, entre os meios locais, a proteção civil distrital e as barragens do Touvedo e Alto Lindoso na gestão do caudal do rio”.

“As barragens estão a debitar água, em contínuo, desde as 08:00 de sexta-feira. Tem-se conseguido controlar a situação para evitar grandes prejuízos”, disse, frisando como exemplo a barragem de Touvedo “está com a capacidade de armazenamento de água a 96%, no limite máximo”.

Douro em alerta

As cheias no Douro, durante a madrugada foram mais moderadas do que o previsto pelo Centro de Previsão e Prevenção de Cheias, mas a vigilância vai ser de novo reforçada entre as 14:00 e as 18:00.

Fonte da Câmara do Porto disse à agência Lusa que durante a madrugada, e até cerca das 12:30, “a água não ultrapassou o Postigo do Carvão e não atingiu sequer Miragaia”.

“O controlo das barragens e o local onde caíram as chuvas da madrugada acabaram por evitar o pior e não se atingiram os níveis das cheias de 11 de janeiro. Para o final da tarde está previsto um novo pico que, se não houver alterações, deverá ter uma dimensão semelhante à da madrugada”, disse a mesma fonte.

A proteção civil municipal vai manter “uma vigilância especial” entre as 14:00 e as 18:00, período de “maior pressão do caudal do rio Douro”.

Durante a noite e madrugada, o mau provocou algumas inundações, quedas de estruturas e de muros, um dos quais junto à ilha municipal da Bela Vista, que provocou danos em diversas viaturas.

Como vai estar o tempo para a semana

Já o início da semana traz “uma melhoria gradual” das condições meteorológicas, com “menos aguaceiros, mas vento com muita intensidade” e “as temperaturas baixam”. (TVI24)

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