Secretário da CIRGL considera preocupante situação no Burundi

secretário executivo cessante da CIRGL, Ntumba Luaba (Foto: Lucas Neto)

O secretário executivo cessante da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), Ntumba Luaba, considerou a situação política e militar na República do Burundi preocupante e reafirmou a conjugação de esforços para se evitar uma guerra civil no país.

Segundo Ntumba Luaba, que falava hoje à imprensa, a margem da reunião dos chefes dos Estados Maiores das Forças Armadas dos países membros da CIRGL, o Burundi é uma preocupação. É fundamental evitar que haja uma guerra civil naquele país situado entre o Ruanda (norte), a Tanzânia (leste e sul) e RD Congo (oeste).

Ntumba Luaba, que cumpre a sua última cimeira na condição de secretário Executivo da CIRGL, informou que a questão do Burundi vai ser abordada na cimeira de Chefes de Estado e do Governo, na próxima sexta-feira, no quadro de um diálogo inclusivo.

Disse tratar-se de um diálogo que deverá juntar os representantes do governo burundês e outras partes envolvidas na crise que aquele país vive.

Como resultado do diálogo, o secretário executivo cessante espera que se regista o desagravamento da catástrofe humanitária e se retome o caminho do desenvolvimento.

“É necessário que haja paz no Burundi e tudo vamos fazer para que assim seja”, ressaltou.

Quanto a situação na RD Congo depois de derrotados movimentos como o M23 e FDLR, disse registar-se a existência de alguns indivíduos que levam acabado acções de guerrilha esporádicas e massacres localizados, mas a situação está controlada, em consequência da acção do exército da RD Congo com apoio da região.

“O M23 como um movimento de rebelde está acabado. Eles podem se transformar em partido político, se assim o entenderem”, frisou.

Sobre a situação no Sudão do Sul, Ntumba Luaba disse que o mais importante é que o governo de união nacional tome posse e que o presidente Salva Kiir conceda a vice-presidência conforme o acordo de paz.

Disse acreditar que com o governo de união nacional em funções resolve-se a origem do problema sul-sudanês.

Na óptica de Tumba Luaba, que assumiu funções em Dezembro de 2011, é fundamental que se encontre uma solução no Sudão do sul “porque as crianças têm de voltar à escola, que os hospitais funcionem e se acabe com as violações às mulheres e o recrutamento de crianças”.

As chefias militares dos Estados Maiores Generais das Forças Armadas dos países da CIRGL estão reunidas desde segunda-feira (08), em Luanda, para avaliarem a actual situação de segurança, defesa, paz e humanitária, nos respectivos países, com destaque para aqueles onde conflitos ou crises político militar continuam latentes.

O encontro, que decorrer até hoje está a ser presidido pelo chefe de Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, general de Exército, Geraldo Sahipengo Nunda, na qualidade de presidente deste órgão militar da CIRGL.

Esse encontro antecede a Cimeira de Chefes de Estado e Governo desta organização a ter lugar dia 12 do corrente e que será igualmente antecedida de reuniões dos ministros da Defesa e das Relações Exteriores, aprazadas para os dias 10 e 11, também na cidade de Luanda.

A CIRGL é constituída por Angola, Burundi, RCA, Congo, RDC, Quénia, Uganda, Ruanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia. (ANGOP)

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