Reino Unido desembolsa 14 milhões de euros para combater “El Niño” em Moçambique

O Reino Unido vai disponibilizar 11 milhões de libras (14 milhões de euros) para Moçambique combater o "El Niño" Foto: Lusa/D.R

O Reino Unido vai disponibilizar 11 milhões de libras (14 milhões de euros) para Moçambique combater o fenómeno “El Niño” e desastres climáticos como a seca e a baixa produção agrícola, anunciou hoje em Maputo fonte oficial britânica.

“Nós queremos apoiar os afetados pelo fenómeno ‘El Niño’ em Moçambique, estamos preocupados com a situação”, disse Nick Hurd, ministro do Departamento para o Desenvolvimento Internacional britânico, falando à imprensa momentos após um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação moçambicano, Oldemiro Baloi.

Este valor representa um aumento de um milhão de libras, comparado com a quantia que o Reino Unido desembolsa em estratégias de combate ao fenómeno no país desde 2012.

O ministro britânico sublinhou que este novo apoio do Reino Unido será destinado a áreas de acesso água potável e saneamento, apontando-as como essenciais para o bem-estar, num momento em que alguns pontos do sul do país registam uma situação de seca severa.

“É do nosso interesse que o povo moçambicano tenha melhores condições de vida”, acrescentou o ministro britânico, que manteve também um encontro com chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi.

Durante o primeiro dia da visita de dois dias a Moçambique, Nick Hurd assinou ainda um memorando na área das energias renováveis com o ministro dos Recursos Minerais e Energia moçambicano, Pedro Couto, um acordo que prevê que os dois governos promovam o uso desta fonte no país africano.

“Nós queremos colaborar para acelerar o acesso à energia em Moçambique”, salientou o governante britânico, destacando a importância do uso de energias renováveis num território vasto como o moçambicano.

O ministro britânico manifestou-se também preocupado com a crise política e militar entre o Governo e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), uma situação que se agravou nos últimos meses, devido à recusa do maior partido de oposição em aceitar os resultados das eleições gerais de 2014.

“A situação política em Moçambique é uma preocupação nossa e gostávamos de ver este problema ultrapassado”, sublinhou Nick Hurd, acrescentando que este foi um dos temas do encontro com o chefe da diplomacia moçambicana. (Agência Lusa – EYAC/EL)

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