Reino Unido alcança acordo para permanência na UE

(AFP)

Primeiro-ministro britânico afirma que conseguiu “status especial” para continuar no bloco. Controversa restrição no pagamento de benefícios sociais é aprovada por líderes dos 28 países da União Europeia.

Depois de dois dias de negociações, a União Europeia (UE) chegou a um acordo sobre reformas nesta sexta-feira (19/02) para manter o Reino Unido no bloco. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou que os líderes dos 28 países membros da UE deram “apoio unânime” para as mudanças.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou que o Reino Unido conseguiu uma condição especial dentro da União Europeia e ressaltou que irá apresentar as propostas ao seu gabinete já no sábado.

“Negociei um acordo que dá ao Reino Unido status especial na UE”, escreveu Cameron em sua conta no Twitter, após o fim da cúpula da União Europeia, em Bruxelas.

Entre as reformas previstas, está a controversa restrição no pagamento de benefícios a cidadãos oriundos de outros países europeus, numa tentativa de limitar o número de pessoas que buscam emprego no país.

O premiê afirmou que foi aprovada a medida que determina que cidadãos de outros países do bloco só terão direito ao acesso a benefícios sociais do sistema britânico depois quatro anos no Reino Unido. A mudança será válida por sete anos.

Cameron exigia uma série de modificações em relação aos compromissos do Reino Unido com Bruxelas antes da realização de um referendo sobre a permanência do país no bloco europeu. O primeiro-ministro pretende colocar a votação em prática em junho, mas não deu quis apontar uma data.

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, saudou o acordo, mas afirmou que não foi fácil alcançá-lo, principalmente, em questões que visavam uma maior união. Merkel disse ainda que gostaria de outra solução sobre o tema benefícios. “Acredito que não demos muito para o Reino Unido. Agora desejo a David Cameron tudo de bom”, concluiu.

Referendo

O futuro do país como membro da União Europeia depende agora do resultado do referendo, porém, com o acordo, o primeiro-ministro declarou que incentivará os britânicos a votarem a favor da permanência no bloco.

“O Reino Unido nunca irá aderir ao euro e asseguramos proteções vitais para a nossa economia. Acredito que isso é suficiente para eu recomendar a permanência na UE, tendo o melhor dos dois mundos”, reforçou Cameron. (DW)

CN/dpa/ots

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