Região dos Grandes Lagos mobiliza apoio à economia

Vice-Presidente, Manuel Vicente, ladeado de vários governantes, entre os quais Joseph Kabila e Ban Ki-moon. (Foto: Rosário dos Santos/Angop)

Kinshasa acolheu a conferência sobre investimento privado com o intuito de atrair recurso financeiro na qual o Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, defendeu a necessidade de dinamizar parcerias.

O Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, que discursava na conferência sobre o investimento privado na região dos Grandes Lagos, que decorreu até quinta-feira, 25, em Kinshasa, revelou acreditar que a mesma “pode contribuir para a mobilização e a atracção de recursos para a diversificação da economia dos Estados membros e o bem-estar das populações.

“Na verdade, a região é uma das potencialmente mais ricas do mundo, possuindo enormes reservas naturais, terras aráveis, recursos hídricos abundantes, com uma população jovem cada vez mais instruída e com uma governação que oferece cada vez mais confiança nos negócios”, declarou Manuel Vicente, que esteve em Kinshasa, em representação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, actual presidente em exercício da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL).

O Vice-Presidente angolano apontou como sectores impulsionadores do crescimento económico e que proporcionam excelentes oportunidades de investimentos ao empresariado privado os da agricultura, tecnologias de informação e comunicação, infra-estruturas, minas, energia e turismo.

Manuel Vicente afirmou que a região com cerca de 370 milhões de habitantes dos 12 Estados membros da região dos Grandes Lagos constitui um mercado dinâmico e bastante interessante para o qual os potenciais investidores devem ser incentivados, por via da aprovação em cada país de legislação moderna que facilita a realização de negócios. Com efeito, o governante destacou ainda que em Angola, logo depois do fim da guerra, foram criados instrumentos para o enquadramento da actividade empresarial privada, tais como a Lei de Delimitação dos Sectores de Actividade Económica, que definiu que a iniciativa privada seria o motor de desenvolvimento do país.

Referiu-se também a outros diplomas como as leis de base do Investimento Privado, sobre os Contratos de Conta em Participação, Consórcios, Agrupamentos e Empresas, bem como a das Sociedades Comerciais. Contudo, o governante angolano reafirmou engajamento na busca da paz e da estabilidade e que vai continuar a direccionar esforços para a pacificação dos países da região dos Grandes Lagos.

O Vice-Presidente da República, que partilhou o presidium da cerimónia com o Presidente da RDC, Joseph Kabila, e o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, acredita ainda que se deve prosseguir com os esforços para a pacificação urgente do Leste da RDC, do Sudão do Sul, da República Centro Africana e no Burundi, por considerar necessária a estabilidade em toda a extensão da região para se alcançar o desenvolvimento, assim como felicita estes países pelos avanços em prol da paz.

Antes do discurso de abertura do evento pelo Chefe de Estado congolês, Joseph Kabila, puderam ainda intervir a presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini Zuma, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e o presidente da Federação de Empresas do Congo, Albert Yuma.

A conferência, promovida pelo Secretariado Executivo da CIRGL, com o apoio das Nações Unidas, União Africana e do Governo congolês, visou mobilizar os investidores para o financiamento de projectos nas áreas de energia, mineração, agricultura, turismo, infra-estruturas, telecomunicações e finanças, estimular a criação de postos de trabalho e transformar a região.

O evento, que decorreu sob o lema “Investir na região dos Grandes Lagos: fazer negócios, promo- ção da paz e do desenvolvimento”, é também uma oportunidade para dar a conhecer aos investidores o ambiente de negócios, situação de segurança, riscos e linhas de financiamento disponíveis na região, bem como promover as parcerias público-privadas e a partilha de experiências.

Além de investidores, participaram na conferência representantes dos principais parceiros de desenvolvimento, doadores internacionais e promotores de projectos. (jornaldeeconomia)

Por: Gaspar Micolo

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA