Quer queiram quer não, Bloco e PCP “passaram no exame Bruxelas”

(DR)

Manuela Ferreira Leite acredita que não foi a avaliação da Moody’s que melhorou a credibilidade do país, mas sim o facto de o Orçamento ter sido aprovado.

Um dos temas analisado durante o espaço de comentário de Manuela Ferreira Leite, na antena da TVI 24, foi a avaliação positiva dada hoje pela Moody’s a Portugal, depois do Orçamento do Estado ter sido aprovado.

Questionada se esta avaliação era uma “prova de credibilidade”, a antiga ministra das finanças rejeitou essa leitura e disse antes que “o ponto fundamental da credibilidade que possa ter dado o Orçamento foi o facto de haver uma desconfiança grande dada ao tipo de forças que apoiam este Governo”, referindo-se ao Bloco de Esquerda e Partido Comunista.

Essas forças políticas, lembrou, “são claramente contra as orientações europeias”. Por isso, a credibilidade portuguesa ficou reforçada quando dois partidos anti-europeistas aceitaram um documento que já tinha recebido previamente o aval da Comissão Europeia. Ou seja, Bloco e PCP “passaram no exame Bruxelas” mesmo sem querer fazê-lo, como explicou a antiga governante.

O facto de terem estado ‘em linha’ com a Europa causou até “intranquilidade ou algum mau estar” dentro dos dois partidos, razão pela qual, diz, “assim que o Orçamento foi aprovado, logo de seguida cada um deles lançou para cima da mesa temas que sabem que provavelmente não fazem parte do acordo com o PS, mas que querem discutir para provar a sua posição relativamente a Bruxelas”.

“Só assim se compreende que o PCP tenha levantado o problema da nacionalização do Novo Banco e o Bloco a reestruturação da dívida, quando eles sabem que são temas que têm de ter a sua maturação e não é por fazermos um discurso na Assembleia que resolvemos algum dia esse problema”, concluiu. (Noticias ao Minuto)

por João Oliveira

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